O cabeça de lista do partido Juntos Pelo Povo (JPP) por São Miguel e pelo círculo regional de compensação às eleições dos Açores apelou hoje ao voto com responsabilidade, por considerar que “votar é um ato consciente”.

“Eu peço aos eleitores que tenham consciência do que vão fazer, seja na possibilidade de ficarem em casa, seja onde vão pôr as cruzinhas naquele dia, porque senão vamos ser todos responsáveis por isso”, disse hoje Carlos Furtado aos jornalistas.

O líder do JPP nos Açores destacou a importância do voto com responsabilidade nas eleições do dia 04 de fevereiro para evitar que voltem a acontecer as situações verificadas com o Governo na República, com o dos Açores e também com o da Região Autónoma da Madeira.

Na sua opinião, a democracia “aos pontapés, como tem sido feita, tem um custo e esse custo só vai ser imputado é ao cidadão, não é mais ninguém”.

“Portanto, as pessoas têm que pensar que votar é um ato consciente e que o voto deve ser um voto de confiança e não um ato de alguma leviandade. Tem que ser encarado desta forma, porque, senão, vai trazer um custo social para nós e para as gerações que nos vão suceder”, disse.

E rematou: “Isto é muito complicado e eu acho que as pessoas estão a desvalorizar aquilo que é o peso de uma cruzinha num dia de eleições”.

Durante uma ação de campanha nas ruas da cidade de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, o candidato Carlos Furtado foi deixando a mensagem de que as pessoas “têm que pensar seriamente em votar com responsabilidade, votar em projetos credíveis, em pessoas credíveis que tenham percursos de vida”.

“Votar só por votar (…) ou então ficar em casa porque já não se acredita em ninguém também é um ato que representa responsabilidade”, alertou.

Depois de admitir que as crises políticas que afetam a República, os Açores e a Madeira podem “afastar pessoas” das mesas de voto, o coordenador regional do JPP pediu a quem contactou, que no próximo domingo vá “votar em consciência”.

“É preciso que os partidos mais pequenos também tenham representação, porque nesta legislatura, se não fossem os [partidos] pequeninos, os grandes, um dormia encostado para a direita e outro para a esquerda. Se não fossem os pequeninos a ‘picar’, teríamos uma legislatura pobríssima”, declarou.

Na sua opinião, “se as pessoas não votarem bem no próximo domingo”, a região pode “voltar outra vez a esses tempos de legislaturas pobríssimas, porque a pluralidade é que faz com que haja atividade”.

“Nunca se viu na história da democracia os três governos nacionais [República, Açores e Madeira] caírem no espaço de três meses. Isso é preocupante e isso traz custos, sempre ao contribuinte”, também alertou Carlos Furtado enquanto distribuía panfletos da candidatura do JPP e esferográficas às pessoas com quem se cruzava nas ruas de Ponta Delgada.

O Presidente da República decidiu dissolver o parlamento açoriano e marcar eleições antecipadas para 04 de fevereiro após o chumbo do Orçamento para este ano.

Onze candidaturas concorrem às legislativas regionais, com 57 lugares em disputa no hemiciclo: PSD/CDS-PP/PPM (coligação que governa a região atualmente), ADN, CDU (PCP/PEV), PAN, Alternativa 21 (MPT/Aliança), IL, Chega, BE, PS, JPP e Livre.

Em 2020, o PS venceu, mas perdeu a maioria absoluta, surgindo a coligação pós-eleitoral de direita, suportada por uma maioria de 29 deputados após assinar acordos de incidência parlamentar com o Chega e a IL (que o rompeu em 2023). PS, BE e PAN tiveram, no total, 28 mandatos.