O cabeça de lista do Livre por São Miguel às eleições dos Açores afirmou hoje, último dia da campanha, que o partido “tem vindo a crescer”, reiterando que a eleição de um deputado do partido “fará a diferença”.

“Das poucas sondagens que se conhece, o Livre tem vindo a crescer. Isso significa que a nossa mensagem está a passar”, disse José Azevedo, em declarações à agência Lusa por telefone.

Na reta final para as eleições legislativas regionais antecipadas de domingo, o dirigente do Livre nos Açores realçou que o partido fez “um esforço” para ter listas de candidatos em todas as nove ilhas.

“Fizemos um esforço ainda maior de propaganda eleitoral nas ilhas onde conseguimos. Não conseguimos chegar a todas, exceto Graciosa e Corvo”, assinalou.

José Azevedo voltou a defender que “faz falta a voz do Livre no parlamento” açoriano, considerando que a presença de um deputado eleito pelo partido “seria uma lufada de ar fresco”.

Essa “diferença” de outras forças partidárias, segundo o candidato, é justificada pela maneira como o partido “associa as várias componentes sociais e ecológicas”.

Mas, também “na própria forma de lidar com a política, com um apelo sempre ao diálogo e à concertação, aos valores da solidariedade e da cooperação”, acrescentou, voltando a traçar como principal prioridade para domingo a eleição de um deputado do Livre no parlamento regional dos Açores.

Destacando que a mensagem do Livre “começa pelo ambiente”, José Azevedo sublinhou que durante a campanha o partido teve “uma oportunidade de falar com os açorianos”, de apresentar ideias e propostas e “ouvir também”.

“Em todas a áreas que tocamos, desde a educação, à saúde, à cultura, à agricultura, às pescas, nós vimos uma identificação muito grande, quer com a nossa forma de assinalar os problemas, quer com as soluções que nós propomos para eles”, considerou o candidato.

José Azevedo recordou a mensagen principal do Livre, que assenta nas questões ecológicas.

“Por isso temos dito que a primeira coisa que vamos fazer no parlamento é iniciar uma discussão em torno da declaração do estado de emergência ecológica e climático”, reiterou.

Além disso, sublinhou que o partido liga sempre “a justiça social à justiça ambiental”, considerando que é isso que distingue o Livre de todos os partidos.

O Presidente da República decidiu dissolver o parlamento açoriano e marcar eleições antecipadas para domingo, após o chumbo do Orçamento para este ano.

Onze candidaturas concorrem às legislativas regionais, com 57 lugares em disputa no hemiciclo: PSD/CDS-PP/PPM (coligação que governa a região atualmente), ADN, CDU (PCP/PEV), PAN, Alternativa 21 (MPT/Aliança), IL, Chega, BE, PS, JPP e Livre.

Em 2020, o PS venceu, mas perdeu a maioria absoluta, surgindo a coligação pós-eleitoral de direita, suportada por uma maioria de 29 deputados após assinar acordos de incidência parlamentar com o Chega e a IL (que o rompeu em 2023). PS, BE e PAN tiveram, no total, 28 mandatos.