O líder do PAN/Açores defendeu hoje, na sequência de uma missiva de órgãos de comunicação social regionais, que, se os ‘media’ dos Açores não beneficiarem de apoios do Estado, não já jornalismo que “consiga sobreviver”.

Em declarações à Lusa à margem de uma ação de campanha para as legislativas regionais de 04 de fevereiro, Pedro Neves considerou que o partido “está totalmente a favor que haja apoios para a comunicação social”.

De acordo com o candidato pelos círculos eleitorais de São Miguel e da compensação, na região existe uma “comunidade pequena e, se não houver este apoio, não há jornalismo que consiga sobreviver”.

Dezasseis órgãos de comunicação social privados dos Açores enviaram aos partidos que concorrem às eleições regionais uma carta alertando para a “dramática situação” vivida no setor e sugerindo um “acordo de regime” sobre os apoios a atribuir.

A missiva, noticiada pela Antena 1/Açores e a que Lusa teve acesso, é assinada pelos diários Açoriano Oriental e Correio dos Açores, em representação também dos jornais Diário Insular, Incentivo, Diário dos Açores, Dever, Ilha Maior, Jornal do Pico, Tribuna das Ilhas, e das rádios Atlântida, R80, Rádio Clube de Angra, Asas do Atlântico, Antena Nove, Cais e Rádio Comercial dos Açores.

O candidato do PAN/Açores considera que os apoios não podem estar “só do lado do Governo”, uma vez que se pode questionar se os ‘media’ não ficarão “agarrados” ao executivo em exercício.

Pedro Neves defende um apoio “fixo para toda a comunicação social privada para que haja isenção no jornalismo nos Açores”.

O Presidente da República decidiu dissolver o parlamento açoriano e marcar eleições antecipadas para 04 de fevereiro após o chumbo do Orçamento para este ano.

Onze candidaturas concorrem às legislativas regionais, com 57 lugares em disputa no hemiciclo: PSD/CDS-PP/PPM (coligação que governa a região atualmente), ADN, CDU (PCP/PEV), PAN, Alternativa 21 (MPT/Aliança), IL, Chega, BE, PS, JPP e Livre.

Em 2020, o PS venceu, mas perdeu a maioria absoluta, surgindo a coligação pós-eleitoral de direita, suportada por uma maioria de 29 deputados após assinar acordos de incidência parlamentar com o Chega e a IL (que o rompeu em 2023). PS, BE e PAN tiveram, no total, 28 mandatos.