A CDU/Açores propôs hoje a construção de uma unidade assistencial no centro de São Jorge e comum aos dois concelhos da ilha, para disponibilizar uma proposta integrada de qualidade nos cuidados de saúde.

“Temos propostas concretas para a ilha de São Jorge, nomeadamente a construção de uma unidade assistencial no centro da ilha, comum aos dois concelhos onde se concentrem todos os atos, meios complementares de diagnóstico, o internamento, uma urgência com dois médicos em presença, o que corresponderá a um patamar de qualidade nos cuidados de saúde”, afirmou à agência Lusa o cabeça de lista da CDU pela ilha de São Jorge, António Salgado Almeida.

Segundo o candidato da CDU, a proposta de criação de uma unidade assistencial permitiria disponibilizar as atuais instalações dos dois centros de saúde para cuidados continuados, para a área da fisioterapia, para a instalação de novos equipamentos, nomeadamente no apoio aos idosos e na área da saúde mental, que “está tão mal tratada na região”.

O coordenador regional do PCP/Açores, Marco Varela, destacou o setor desportivo como outra área importante para o desenvolvimento da ilha de São Jorge, nomeadamente a produção do queijo.

“É importante dar todas as condições ao setor produtivo, nomeadamente ao leite para continuar a manter um queijo de excelência, que é uma referência regional, nacional e mundial”, reforçou Marco Varela, em declarações à Lusa, defendendo a manutenção dos caminhos agrícolas, o pagamento “sem atrasos” dos apoios aos agricultores e a valorização dos salários.

Por isso, prosseguiu, a CDU tem “propostas concretas de valorização dos salários e do aumento do acréscimo ao salário mínimo nacional de 5 para 10%”.

Para as eleições açorianas antecipadas de 04 de fevereiro, a CDU concorre em todos os círculos.

Com 1,74% dos votos validamente expressos nas legislativas regionais de 2020, segundo os resultados oficiais, a CDU perdeu então o seu assento único no hemiciclo, que era ocupado por João Paulo Corvelo, eleito pelas Flores.

O Presidente da República dissolveu o parlamento açoriano e marcou eleições antecipadas após o chumbo do Orçamento para este ano.

Onze candidaturas concorrem às legislativas regionais: PSD/CDS-PP/PPM (coligação que governa a região atualmente), ADN, CDU (PCP/PEV), PAN, Alternativa 21 (MPT/Aliança), IL, Chega, BE, PS, JPP e Livre.

Em 2020, o PS venceu, mas perdeu a maioria absoluta, surgindo a coligação pós-eleitoral de direita, suportada por uma maioria de 29 deputados após assinar acordos de incidência parlamentar com o Chega e a IL (que o rompeu em 2023). PS, BE e PAN tiveram, no total, 28 mandatos.