O líder da IL/Açores, Nuno Barata, eleito pelo círculo da compensação, afirmou no domingo que o partido vai ser “oposição forte” e recusou um eventual acordo com a coligação PSD/CDS-PP/PPM.

Nuno Barata, que reagia numa unidade hoteleira em Ponta Delgada aos resultados eleitorais das legislativas dos Açores, considerou que a Iniciativa Liberal (IL) fez o seu caminho “sempre com sentido de responsabilidade e uma atitude positiva, e a fazer crescer o liberalismo” no arquipélago.

Nas eleições de domingo, a IL/Açores conseguiu 2,15% dos votos (2.482) e elegeu um deputado pelo círculo da compensação, tal como aconteceu nas legislativas regionais de 2020.

Questionado sobre se já tinha falado com o líder da coligação PSD/CDS-PP/PPM, José Manuel Bolieiro, Barata afirmou que não recebeu “chamada de ninguém” e recordou que, durante a campanha eleitoral, o social-democrata declarou que “o deputado da IL não faz falta à democracia”.

“Tem as suas soluções, tem outras soluções ao seu pé, precisa de mais do que um deputado para ter uma maioria absoluta. Seremos uma oposição firme, permanente, construtiva e que saberá fazer a diferença na vida dos açorianos”, afirmou o candidato.

A IL/Açores rasgou o acordo de incidência parlamentar que havia celebrado com a coligação PSD/CDS-PP/PPM e votou contra o último orçamento regional.

A coligação PSD/CDS-PP/PPM, que governa a região desde 2020, venceu as eleições regionais dos Açores de domingo com 42,08% dos votos e 26 lugares no parlamento regional, constituído por um total de 57 deputados, segundo dados oficiais provisórios. Ficou a três deputados da maioria absoluta.

O PS/Açores perdeu hoje pela primeira vez, desde 1996, as eleições regionais, ao eleger 23 deputados, o Chega conseguiu eleger cinco e o Bloco de Esquerda (BE), a Iniciativa Liberal (IL) e o PAN (Pessoas-Animais–Natureza) elegeram um deputado cada.

O Presidente da República decidiu dissolver o parlamento açoriano e marcar eleições antecipadas para 04 de fevereiro, após o chumbo do Orçamento para este ano.

Onze candidaturas concorrem às legislativas regionais, com 57 lugares em disputa no hemiciclo: PSD/CDS-PP/PPM (coligação que governa a região atualmente), ADN, CDU (PCP/PEV), PAN, Alternativa 21 (MPT/Aliança), IL, Chega, BE, PS, JPP e Livre.