Rui Matos

O coordenador do ADN/Açores, Rui Matos, defendeu hoje uma revisão da lei de aposentação que contemple uma reforma mínima equivalente ao salário mínimo nacional, visando abranger os mais desfavorecidos.

Em declarações à Lusa no âmbito da campanha para as legislativas regionais de domingo, Rui Matos disse que há casos de açorianos que trabalharam toda a vida, mas têm apenas uma reforma de 300 euros.

Defendendo que estes pensionistas deveriam receber um valor equivalente ao salário mínimo nacional, Rui Matos considerou que a medida deveria também abranger aqueles que interrompam a sua vida ativa por motivo de doença.

“Há açorianos que tiveram uma infelicidade na sua vida que, por motivos de saúde, não podem trabalhar, não estão aptos de exercer o seu trabalho, e vão para reforma com 200 e 300 euros”, referiu o dirigente do ADN/Açores.

O também candidato pelo circulo eleitoral de São Miguel e pelo circulo da compensação questionou como é possível estas pessoas pagarem uma renda de casa e sobreviverem com 200 ou 300 euros de reforma.

“Há muitas outras pessoas que, com muita saúde, estão a receber ajudas e rendimentos mínimos. Tem que se olhar para as pessoas que sempre trabalharam”, salientou o candidato.

“Gostaria de saber se José Manuel Bolieiro [líder do PSD/Açores] ou Vasco Cordeiro [líder do PS/Açores] conseguiriam sobreviver com uma reforma de 300 ou 400 euros por mês”, insistiu o candidato, lembrando que às despesas com habitação é preciso ainda que juntar os medicamentos e alimentação.

O Presidente da República decidiu dissolver o parlamento açoriano e marcar eleições antecipadas para o próximo domingo, 04 de fevereiro, após o chumbo do Orçamento para este ano.

Onze candidaturas concorrem às legislativas regionais, com 57 lugares em disputa no hemiciclo: PSD/CDS-PP/PPM (coligação que governa a região atualmente), ADN, CDU (PCP/PEV), PAN, Alternativa 21 (MPT/Aliança), IL, Chega, BE, PS, JPP e Livre.

Em 2020, o PS venceu, mas perdeu a maioria absoluta, surgindo a coligação pós-eleitoral de direita, suportada por uma maioria de 29 deputados após assinar acordos de incidência parlamentar com o Chega e a IL (que o rompeu em 2023). PS, BE e PAN tiveram, no total, 28 mandatos.