O Bloco de Esquerda defende o aumento do apoio às associações de proteção dos animais e a implementação de uma campanha de esterilização de animais de companhia gratuita e permanente para acabar com o problema do abandono. Alexandra Manes, aponta os atrasos no pagamento dos apoios às associações e diz que “o mínimo que o governo podia fazer era honrar os seus compromissos” com quem faz esse grande trabalho de forma voluntária.

Numa visita ao canil da associação de proteção animal “Recomeço”, a candidata do Bloco pela Terceira, destaca o importante trabalho que o Bloco tem feito ao longo dos anos no parlamento na defesa da causa animal e critica a atuação do governo de direita nesta área.

Isto porque, depois de ter sido finalmente implementado o abate zero nos Açores – a última região do país a fazê-lo –, o governo da coligação tentou “abrir exceções para se voltar a matar animais saudáveis em canis”, afirma Alexandra Manes.

Além disso, verificaram-se atrasos sistemáticos e recorrentes no pagamento de apoios às associações, que só agora começaram a receber a terceira de quatro tranches relativas ao ano de 2023.

Ou seja, em janeiro de 2024, “ainda falta pagar a quarta tranche do ano passado”, lamenta a candidata do Bloco, que indica que isto provoca muitos problemas às associações e aos voluntários que dirigem as associações, que muitas vezes acabam por criar dívidas a título pessoal em clínicas privadas para dar resposta imediata às necessidades dos animais.

“O mínimo que o governo regional podia fazer era honrar os seus compromisso e pagar a tempo. Coisa que este governo regional não fez”, frisou Alexandra Manes.

Depois de finalmente ter sido alcançado o fim do abate de animais saudáveis nos canis como forma de controlo populacional, o Bloco continua a ter propostas para o bem-estar animal, salientou ainda a candidata do Bloco, que explicou que em relação ao programa de esterilização “tem que haver um trabalho de campo, que nos leve, casa a casa”, porque “só assim será possível acabar com ninhadas indesejadas e com os abandonos”.