O coordenador da Iniciativa Liberal (IL) nos Açores e candidato às eleições legislativas regionais, Nuno Barata, defendeu hoje o reforço do orçamento do Serviço Regional de Saúde e uma maior aposta nas parcerias com privados.

“As convenções não estão a funcionar, porque aquilo que o Serviço Regional de Saúde tem contratado com os prestadores privados está abaixo do custo que estes prestadores têm com os exames complementares de diagnóstico e isso tem feito com que seja atrasada a prestação destes serviços a alguns cidadãos que vêm encaminhados do Serviço Regional de Saúde”, afirmou, em declarações à Lusa, Nuno Barata.

O coordenador regional e deputado único da IL, que volta a ser cabeça de lista pelos círculos eleitorais de São Miguel e da compensação, nas eleições antecipadas, que se realizam no domingo, visitou hoje a Clínica do Bom Jesus, em Ponta Delgada, no arranque da última semana de campanha.

Para Nuno Barata a Saúde “é um setor extremamente importante”, mas é preciso garantir nos Açores “universalidade, equidade e eficiência” no acesso aos cuidados.

“Todos os açorianos devem ter o mesmo acesso aos cuidados de saúde, sejam eles prestados no público ou no privado, nas mesmas condições”, sublinhou.

O candidato da IL defendeu uma “orçamentação digna” do setor, alegando que isso não aconteceu nos últimos anos.

“Toda a gente quer falar de mais aviões, para aqui, para ali e para acolá, toda a gente quer falar de barcos para transportar passageiros para aqui, para ali e para acolá, toda a gente quer falar de obras públicas que não têm retorno económico e na Saúde continua-se a inscrever, ano após ano, no orçamento da região, verbas insuficientes para garantir os serviços mínimos de saúde a todos os açorianos”, salientou.

Nuno Barata, que tem defendido a redução da dívida da região, garantiu que é possível reforçar a verba destinada à Saúde, mantendo um orçamento equilibrado, se forem cortados “gastos supérfluos”.

“Os prejuízos acumulados anualmente pela [companhia aérea pública] Azores Airlines dão para reduzir as listas de espera em cirurgia em 50%. Há que ter opções. O Governo Regional dos Açores tem de optar se quer tratar os açorianos ou se quer continuar a perder dinheiro a brincar aos aviões”, frisou.

A Iniciativa Liberal quer reativar e implementar “sistemas como o Vale Saúde, o Cheque Saúde, os protocolos e as convenções com prestadores privados de serviços.

Segundo o candidato liberal, há “demasiadas ineficiências no setor da Saúde” nos Açores, como “os sistemas informáticos entre as unidades de saúde e os hospitais, que não falam um com o outro”, ou a falta de aproveitamento da capacidade instalada no privado, em que deu como exemplo os “blocos operatórios, que existem quer no Hospital da CUF, na Lagoa, quer na Clínica do Bom Jesus, em Ponta Delgada”.

“Há ilhas onde essa oferta não existe e aí o Serviço Regional de Saúde tem de acudir aos cidadãos com mais acutilância, mais permanência, mais cuidado, mas onde esses serviços existem nós entendemos que eles devem ser utilizados, até mesmo para aliviar o Serviço Regional de Saúde, para este poder prestar o serviço onde não há essa oferta privada”, salientou.

Onze candidaturas concorrem às legislativas regionais nos Açores: PSD/CDS-PP/PPM (coligação que governa a região atualmente), ADN, CDU (PCP/PEV), PAN, Alternativa 21 (MPT/Aliança), IL, Chega, BE, PS, JPP e Livre.

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