Rui Matos

O líder do ADN/Açores, Rui Matos, defendeu hoje a implementação de medidas que melhorem as condições laborais dos bombeiros, considerando que a classe tem sido há muitos anos “desprezada e discriminada”.

“Os bombeiros há muitos anos que têm sido desprezados e discriminados em comparação com outras instituições”, disse Rui Matos, candidato pelo círculo eleitoral de São Miguel e pela compensação às legislativas regionais de 04 de fevereiro.

O candidato reuniu-se hoje, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, com dirigentes da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais e do Sindicato Nacional dos Bombeiros Profissionais, Cláudio Sousa e António Pereira, no âmbito da campanha para as eleições nos Açores.

Rui Matos disse, em declarações à agência Lusa por telefone, que os Açores “são a única região onde medidas de âmbito nacional, relacionadas com os bombeiros, não são aplicadas”.

O dirigente regional do ADN referiu o caso do pagamento do subsídio de risco aos bombeiros da região, uma proposta votada e aprovada por unanimidade na Assembleia Legislativa dos Açores, em janeiro de 2021, mas que “ainda não foi implementada”.

Rui Matos alertou ainda para outras reivindicações da classe, como a questão da idade da reforma, que “só é possível aos 67 anos de idade, e as 40 horas semanais que os efetivos cumprem, quando outras aéreas já têm as 36 horas”.

O candidato sustentou também que as corporações enfrentam “falta de meios financeiros para que consigam realizar um trabalho com dignidade”.

“Há dinheiro para tudo e mais alguma coisa, mas para a área dos bombeiros, aqueles que estão na primeira linha da frente do socorro às populações e transporte de doentes, não há. Os bombeiros há muitos anos que têm sido desprezados”, vincou.

Quanto à sondagem da Aximage para o jornal Açoriano Oriental e para a Rádio Açores/TSF, publicada hoje, sobre as eleições regionais, Rui Matos disse estar “mais do que provado que as sondagens nunca batem certo com aquilo que realmente acontece”.

Segundo a sondagem da Aximage – Comunicação e Imagem para a Açormédia, a coligação PSD/CDS-PP/PPM recolhe 36,6% das preferências dos inquiridos, o PS 33,5%, o Chega 6,3%, o Bloco de Esquerda (BE) 1,9% e a mesma percentagem de inquiridos dizem votar no PAN (1,9%).

A Iniciativa Liberal (IL) tem na sondagem 1,4% das intenções de voto e a CDU reúne 1,3%.

Ainda de acordo com a sondagem, 13,3% dos inquiridos estão indecisos em quem votar nas eleições de 04 de fevereiro.

A amostra abrangeu 411 pessoas maiores de 18 anos residentes da Região Autónoma dos Açores.

O Presidente da República decidiu dissolver o parlamento açoriano e marcar eleições antecipadas para 04 de fevereiro após o chumbo do Orçamento para este ano. Onze candidaturas concorrem às legislativas regionais, com 57 lugares em disputa no hemiciclo: PSD/CDS-PP/PPM (coligação que governa a região atualmente), ADN, CDU (PCP/PEV), PAN, Alternativa 21 (MPT/Aliança), IL, Chega, BE, PS, JPP e Livre.

Em 2020, o PS venceu, mas perdeu a maioria absoluta, surgindo a coligação pós-eleitoral de direita, suportada por uma maioria de 29 deputados após assinar acordos de incidência parlamentar com o Chega e a IL (que o rompeu em 2023). PS, BE e PAN tiveram, no total, 28 mandatos.