A CDU/Açores defendeu hoje a necessidade de “políticas concretas” de valorização salarial, a par da oferta pública de habitação e combate à precariedade na região.

O coordenador do PCP/Açores, Marco Varela – o único líder de uma força política que não se apresenta por nenhum dos círculos no âmbito das eleições regionais de 04 de fevereiro, por opção coletiva da CDU, de acordo com o dirigente – esteve hoje em campanha numa ação de rua, na vila da Madalena do Pico, que contou com presença de João Oliveira, primeiro candidato da CDU às eleições para o Parlamento Europeu.

Varela referiu que “há soluções para a região para dar resposta aos jovens, aos trabalhadores e à população em geral”, defendendo a necessidade de se adotar “políticas concretas de valorização dos salários de forma geral, de criação de uma oferta pública de habitação e de combate à precariedade”.

“O Governo Regional [PSD/CDS-PP/PPM] insiste em dar um mau exemplo relativamente à precariedade. É necessário pôr um fim a programas e programinhas e um trabalhador que presta um serviço permanente deve ter um vínculo permanente”, defende o líder do PCP/Açores.

De acordo com Marco Varela, “só assim é que também se fixa em todas as ilhas os jovens que querem regressar à sua terra”.

O dirigente afirma que na ilha do Pico, em harmonia do que é transversal em toda a região, sente-se o “aumento brutal no custo de vida e a falta de soluções em termos de habitação”.

Segundo o mapa oficial da CNE, a ilha tem 13.808 eleitores inscritos, elegendo quatro deputados.

Em 2020, o PS venceu as eleições no Pico, com 3.038 votos (40,23%), mas elegeu o mesmo número de parlamentares (dois) do que o PSD, que ficou em segundo lugar com 2.472 (38,43%).

O Presidente da República decidiu dissolver o parlamento açoriano e marcar eleições antecipadas para 04 de fevereiro após o chumbo do Orçamento para este ano.

Onze candidaturas concorrem às legislativas regionais, com 57 lugares em disputa no hemiciclo: PSD/CDS-PP/PPM (coligação que governa a região atualmente), ADN, CDU (PCP/PEV), PAN, Alternativa 21 (MPT/Aliança), IL, Chega, BE, PS, JPP e Livre.

Em 2020, o PS venceu, mas perdeu a maioria absoluta, surgindo a coligação pós-eleitoral de direita, suportada por uma maioria de 29 deputados após assinar acordos de incidência parlamentar com o Chega e a IL (que o rompeu em 2023). PS, BE e PAN tiveram, no total, 28 mandatos.