A cabeça de lista da CDU pelos círculos do Faial e de compensação às eleições legislativas regionais dos Açores, Paula Decq Mota, defendeu hoje o aumento do complemento regional de pensão e mais respostas sociais para os idosos.

“É preciso, e está no nosso programa eleitoral, haver um acréscimo no complemento de pensão”, disse à agência Lusa Paula Decq Mota, adiantando que, “infelizmente, a grande maioria” dos idosos tem “reformas baixíssimas e sem esse complemento não conseguiriam fazer face aos custos de vida”.

Lembrando que este complemento, denominado “cheque pequenino”, foi proposto pelo Partido Comunista Português quando esteve na Assembleia Legislativa Regional, a cabeça de lista salientou que a medida, atualmente, é inquestionável, além de que os idosos, “sem esse complemento de pensão, não conseguiriam viver em condições dignas”.

“Mas, mesmo assim, achamos insuficiente e achamos que deve haver um aumento de 15%”, declarou à Lusa.

Ainda no que se refere à população idosa, a candidata da Coligação Democrática Unitária (PCP/PEV) referiu ser necessário na ilha do Faial “um reforço nas respostas sociais para idosos”.

“Temos sentido que, muitas vezes, encontram insuficiências nas valências existentes quanto ao número de vagas possíveis para ocupação do dia a dia dos nossos idosos”, notou a candidata, argumentando que “essa é uma das apostas que qualquer governo deve ter”.

Segundo a cabeça de lista, é também “preciso não esquecer os profissionais” que trabalham no setor social, apontando a importância da sua valorização.

“Também tem de haver profissionais valorizados, porque só quem acompanha estes profissionais no seu dia a dia, na distribuição de refeições, no acompanhamento de idosos, nos centros dia e de noite, é que percebe que é um trabalho extremamente difícil e sempre mal remunerado”, observou, explicando que, por isso, há dificuldade em encontrar pessoas para trabalhar.

Paula Decq Mota alertou, igualmente, que neste setor “muitas vezes são poucos os profissionais para o número de utentes”, além de que são, “em termos remuneratórios, sempre desvalorizados em relação ao setor público”.

“Esta diferença não faz sentido nenhum. Fazem um verdadeiro serviço público e, portanto, merecem pelo trabalho que fazem e porque é da mais elementar justiça um reforço das suas remunerações”, acrescentou.

O Presidente da República decidiu dissolver o parlamento açoriano e marcar eleições antecipadas para 04 de fevereiro após o chumbo do Orçamento para este ano. Onze candidaturas concorrem às legislativas regionais, com 57 lugares em disputa no hemiciclo: PSD/CDS-PP/PPM (coligação que governa a região atualmente), ADN, CDU, PAN, Alternativa 21 (MPT/Aliança), IL, Chega, BE, PS, JPP e Livre.

Em 2020, o PS venceu, mas perdeu a maioria absoluta, surgindo a coligação pós-eleitoral de direita, suportada por uma maioria de 29 deputados após assinar acordos de incidência parlamentar com o Chega e a IL (que o rompeu em 2023). PS, BE e PAN tiveram, no total, 28 mandatos.

Pelo círculo do Faial, ilha onde o parlamento regional tem a sua sede, concorrem 10 forças políticas para quatro mandatos.

No sufrágio de 2020, PS e PSD dividiram o número de parlamentares.