O cabeça de lista da coligação PSD/CDS-PP/PPM às legislativas regionais açorianas disse hoje que o dia 04 de fevereiro “é um dia de escolhas”, entre si próprio e o socialista Vasco Cordeiro, que representa o “regresso ao passado”.

“Mas quero falar-vos, também, no dia 04 de fevereiro, que é um dia de escolhas. Já disse. Tenham como certo que a escolha efetiva e real é entre Bolieiro e Vasco Cordeiro”, afirmou o atual presidente do Governo Regional e líder do PSD/Açores, na ilha do Pico.

“Ou Bolieiro lidera e continua este projeto de governação que tem três anos […], com visão reformista, mudança de paradigma, ou então o regresso ao passado”, afirmou, numa alusão ao principal candidato socialista e líder do PS/Açores, que governou o executivo entre 2012 e 2020.

José Manuel Bolieiro falava esta noite no salão da Casa do Povo da Criação Velha, no concelho da Madalena, na apresentação da lista da coligação pelo círculo eleitoral daquela ilha, que é encabeçada pelo presidente do município da Madalena, José António Soares.

O social-democrata criticou também a “campanha negativa” da candidatura do PS.

Disse que se apresenta ao eleitorado com uma agenda de continuidade e “com os compromissos assumidos neste curto espaço de tempo de governação”, enquanto o seu principal adversário político, o PS, “humilhado” pelo sucesso das políticas do executivo de coligação PSD/CDS-PP/PPM, agora diz que essas medidas vão continuar se voltar ao poder.

“É uma humilhação democrática e política render-se àquilo que votou contra”, declarou.

Como exemplo, o social-democrata referiu que medidas como a Tarifa Açores (introduzida na sua governação e que permite aos residentes no arquipélago viajar de avião entre ilhas por um valor máximo de 60 euros, ida e volta) é agora “uma bandeira do PS”.

Na sua perspetiva, “também foi assim com a descida dos impostos”, numa postura que “parece brincadeira”.

Bolieiro prosseguiu o seu raciocínio, alertando quem o escutava: “Quem acha que há um buraco financeiro com a diminuição dos impostos vai baixar os impostos?”.

“Há que distinguir entre quem tem um projeto de governação, que somos nós, e quem tem um projeto de poder. Nós queremos uma governação consistente, eles querem o retorno ao poder. E isso faz toda a diferença para o vosso juízo escolher no dia 04 de fevereiro”, afirmou José Manuel Bolieiro no final da intervenção, que durou cerca de 50 minutos.

O Presidente da República decidiu dissolver o parlamento açoriano e marcar eleições antecipadas para 04 de fevereiro após o chumbo do Orçamento para este ano.

Onze candidaturas concorrem às legislativas regionais, com 57 lugares em disputa no hemiciclo: PSD/CDS-PP/PPM (coligação que governa a região atualmente), ADN, CDU (PCP/PEV), PAN, Alternativa 21 (MPT/Aliança), IL, Chega, BE, PS, JPP e Livre.

Em 2020, o PS venceu, mas perdeu a maioria absoluta, surgindo a coligação pós-eleitoral de direita, suportada por uma maioria de 29 deputados após assinar acordos de incidência parlamentar com o Chega e a IL (que o rompeu em 2023). PS, BE e PAN tiveram, no total, 28 mandatos.