O voto antecipado em mobilidade para as eleições legislativas regionais dos Açores decorreu hoje com normalidade, disse à agência Lusa o porta-voz da Comissão Nacional de Eleições (CNE), Fernando Anastácio.

“Foi uma votação que decorreu em perfeita normalidade”, afirmou Fernando Anastácio, explicando que ocorreram pedidos de informação à CNE, ao longo do dia, o que também é normal.

O porta-voz da CNE esclareceu que estes votos vão ser remetidos para as mesas a que os eleitores pertencem e escrutinados no dia 04 de fevereiro.

Um total de 3.528 eleitores inscreveu-se no voto antecipado em mobilidade para as legislativas regionais dos Açores, menos do que no sufrágio de 2020.

De acordo com o diretor regional da Organização, Planeamento e Emprego Público dos Açores, Délio Borges, “inscreveram-se 3.528 eleitores”, sendo Lisboa (948), Ponta Delgada (560), Porto (293), Angra do Heroísmo (289) e Coimbra (136) os cinco locais mais requisitados.

“Nas eleições de 2020, na modalidade de voto antecipado em mobilidade, inscreveram-se 3.541 cidadãos, tendo votado e exercido o seu voto 3.079, não tendo comparecido 462”, esclareceu Délio Borges.

O Presidente da República decidiu dissolver o parlamento açoriano e marcar eleições antecipadas para 04 de fevereiro após o chumbo do Orçamento para este ano. Onze candidaturas concorrem às legislativas regionais, com 57 lugares em disputa no hemiciclo: PSD/CDS-PP/PPM (coligação que governa a região atualmente), ADN, CDU (PCP/PEV), PAN, Alternativa 21 (MPT/Aliança), IL, Chega, BE, PS, JPP e Livre.

Em 2020, o PS venceu, mas perdeu a maioria absoluta, surgindo a coligação pós-eleitoral de direita, suportada por uma maioria de 29 deputados após assinar acordos de incidência parlamentar com o Chega e a IL (que o rompeu em 2023). PS, BE e PAN tiveram, no total, 28 mandatos.