O líder do Chega/Açores, José Pacheco, alertou hoje para a necessidade de prevenção, de modo a evitar a erosão da orla costeira.

“É preservar, porque há situações que nós olhamos e percebemos claramente que a erosão começa a avançar”, disse à agência Lusa José Pacheco, também cabeça de lista dos círculos de São Miguel e da compensação nas eleições legislativas regionais.

O candidato, que está na ilha das Flores, adiantou que foi visitar o Porto das Poças, elencando problemas no local, entre os quais apontou a falésia que “começou a desmoronar”.

“Temos de tomar aqui medidas, neste momento já nem são preventivas, são interventivas, no sentido de travar esta erosão que está a acontecer”, defendeu.

Para José Pacheco, “infelizmente, pelos Açores todos, a prevenção tem ficado sempre esquecida”.

“Depois passamos à intervenção que se torna demasiado cara e não é isso que nós defendemos. Prevenir, para ser mais barato, porque somos uma terra que não tem grandes meios financeiros”, adiantou.

Segundo o cabeça de lista, há situações que se percebe, “claramente, que a erosão começa a avançar”.

“Se fizermos uma intervenção em certos patamares, vamos conseguir minimizar os danos a um custo mais baixo”, insistiu, considerando que, “normalmente, quando se faz esta intervenção, já os custos são demasiado elevados, porque não se fez esta tal prevenção”, e as “populações ficam penalizadas”.

O Presidente da República decidiu dissolver o parlamento açoriano e marcar eleições antecipadas para 04 de fevereiro após o chumbo do Orçamento para este ano. Onze candidaturas concorrem às legislativas regionais, com 57 lugares em disputa no hemiciclo: PSD/CDS-PP/PPM (coligação que governa a região atualmente), ADN, CDU (PCP/PEV), PAN, Alternativa 21 (MPT/Aliança), IL, Chega, BE, PS, JPP e Livre.

Em 2020, o PS venceu, mas perdeu a maioria absoluta, surgindo a coligação pós-eleitoral de direita, suportada por uma maioria de 29 deputados após assinar acordos de incidência parlamentar com o Chega e a IL (que o rompeu em 2023). PS, BE e PAN tiveram, no total, 28 mandatos.

A ilha das Flores, o ponto mais ocidental da Europa, com 3.083 eleitores, elege três deputados para o parlamento regional, disputados neste círculo por nove forças políticas.

Nas eleições de 2020, PS, PSD e PPM conquistaram um deputado cada.

O cabeça de lista do Chega por este círculo neste sufrágio é José Paulo Sousa.