O líder do JPP/Açores, Carlos Furtado, defendeu hoje uma “terceira via” para a saúde, que irá comparticipar parcialmente o acesso dos açorianos ao setor privado quando o serviço regional não der resposta em tempo útil.

Carlos Furtado, que se reuniu hoje com os responsáveis pela Unidade de Saúde de Ilha de São Miguel, em Ponta Delgada, no segundo dia de campanha eleitoral, defendeu que essa comparticipação parcial dos atos médicos “poderá ser um contributo importante para resolver atempadamente problemas de saúde da população, mas também diminuir os tempos de resposta”.

Afirmando que o Serviço Regional de Saúde é que “tem que resolver o problema às pessoas”, o cabeça de lista nos círculos de São Miguel e da compensação acrescentou que essa “terceira via” para a saúde seria uma ajuda uma vez que “a maioria da população açoriana não tem condições para ter seguros de saúde”.

“Nem tem que ter, porque, se já paga os seus descontos para a segurança social, não faz sentido nenhum que esteja a duplicar o dinheiro que paga para ter o serviço de saúde”, frisou o deputado independente e ex-líder do Chega/Açores.

Carlos Furtado, que se reuniu também com a estrutura regional da Ordem dos Engenheiros, disse ainda que “falta um plano eficaz e sustentado para a realização de obras públicas na região”, situação que “constrange os investimentos das construtoras regionais”.

Para o candidato, “no atual momento, o que está em causa não é um aumento do número de obras a realizar, mas principalmente a definição clara de prioridades e o estabelecimento de calendários credíveis”.

O Presidente da República dissolveu o parlamento açoriano e marcou eleições antecipadas para 04 de fevereiro após o chumbo do Orçamento para este ano.

Onze candidaturas concorrem às legislativas regionais: PSD/CDS-PP/PPM (coligação que governa a região atualmente), ADN, CDU (PCP/PEV), PAN, Alternativa 21 (MPT/Aliança), IL, Chega, BE, PS, JPP e Livre.

O objetivo do JPP/Açores é eleger pelo menos um deputado.

Em 2020, o PS venceu, mas perdeu a maioria absoluta, surgindo a coligação pós-eleitoral de direita, suportada por uma maioria de 29 deputados após assinar acordos de incidência parlamentar com o Chega e a IL (que o rompeu em 2023). PS, BE e PAN tiveram, no total, 28 mandatos.