Este foi o lema do jantar que ontem aconteceu na ilha Terceira, com a presença do Presidente do CHEGA, André Ventura, e que assinalou o arranque oficial da campanha eleitoral para as eleições legislativas regionais de 4 de Fevereiro.

André Ventura, que pretende a mesma oportunidade para as eleições legislativas de 10 de Março, reconheceu que os Açores vão dar “um sinal” do que vai acontecer na República, pedindo “uma oportunidade e quatro anos depois, vocês nos julgarão. Se vencermos, daqui a quatro anos, podemos olhar nos olhos de todos e dizer que vivemos num país muito melhor”.

Os Açores, continuou, são um símbolo da luta e da persistência do CHEGA, “onde nos disseram que era impossível, mas há três anos, fomos nós que libertámos a Região de 25 anos de socialismo”. Agora, acredita que ainda é mais possível, lembrando que o líder regional do CHEGA, José Pacheco, deu mais uma oportunidade ao Governo de coligação, mostrando-se disponível para o diálogo, tendo sido os partidos da coligação os primeiros a pedir eleições antecipadas a Marcelo Rebelo de Sousa. “O Governo dos Açores caiu por incompetência do PSD e de José Manuel Bolieiro”, afirmou André Ventura.

A Coligação procura, entende o Presidente do partido, “uma maioria e uma governação sem cumprir com as pressões do CHEGA”, que não são mais do que exigências justas: “o combate à corrupção, maior apoio às famílias que trabalham, e a redução da subsidiodependência”.

Exigências simples de um partido “que diz aquilo que é preciso” e que ameaça o domínio do PS e PSD, um partido que se propõe lutar contra a cultura da corrupção e dos tachos, e que quer acabar com a subsidiodependência. Por isso mesmo, “o PSD já disse que se fosse para escolher entre o PS e o CHEGA, que viabilizaria um Governo do PS. Em caso algum, enquanto for Presidente deste partido, viabilizaremos um governo do PS. Já o PSD está disponível para viabilizar um governo do PS. É importante que isso fique esclarecido até dia 10 de Março”, alertou André Ventura.

Por seu lado, o líder regional do CHEGA, José Pacheco, entende que “o que está em causa é perguntar aos Açorianos quem fez o melhor trabalho. As bandeiras do CHEGA vão ter de estar num futuro Governo. Se quiserem, se não quiserem, vou ser o Presidente do Governo Regional dos Açores. Hei-de arranjar a equipa necessária para se fazer um Governo Regional. Vou errar todos os dias, mas não podem dizer de nós que não trabalhamos. Se não querem assumir a governação dos Açores, eu assumo. Viemos para mudar a nossa terra, vamos acabar com este parasitismo”.

Sobre a ilha Terceira, José Pacheco entende que se transformou “numa ilha que tem sido esquecida, que tem andado para trás. Onde está a promoção turística dos bailinhos? O que se tem feito para promover a Terceira na época baixa? Precisamos de promover o que a cultura desta ilha tem de melhor”, desafiou.

O mesmo sentimento do cabeça-de-lista do CHEGA pela Terceira, Francisco Lima, que garantiu que “o CHEGA veio para mudar. Temos de fazer uma limpeza da podridão, do compadrio, do clientelismo, é com isso que queremos acabar”.

Já José Bernardo, Presidente da Mesa regional, rematou que “os partidos que nos têm governado, têm-nos colocado na cauda económica da Europa, é preciso dizer CHEGA”.