Nunca mais chega o dia 4 de fevereiro! Esta é, seguramente, umas das frases mais ouvidas nos últimos tempos.

Mas, como ainda falta 15 dias, vamos continuar a assistir a um triste filme. Tem sido penoso assistir a determinados episódios.

Para quem, como eu, segue as noticias todas; passa pelos sítios eletrónicos dos partidos e ainda acompanha o que se vai dizendo pelas redes sociais, não faltam coisas erradas e que até que custam a crer.

Para não ser exaustivo, vou saltar o inacreditável rol de promessas e juras e também não vou fazer qualquer referência individual aos diversos mensageiros, e fixar a minha análise num capitulo que é elucidativo de tudo o resto.

Refiro-me aos debates. Um desastre! Uma vergonha! Muito maus! Como é possível? Impreparados! Nem ler o que outros escreveram sabem! E andam há 20 ou 30 anos nisto! Zero ideias! Que desilusão! Medo!! E por aí fora.

Esta é a avaliação fora da bolha política. O “retrato” dos Açores que tem sido dado aos heroicos telespectadores é medonho! E, pior, não há qualquer esperança. Estamos, a acreditar no que se tem passado no Arquipélago na Ribeira Grande, condenados. O melhor é fechar para obras. Ou emigrar. Ou fugir. Ou, simplesmente, gritar. Gritar bem alto! Ajudem-nos!! Ninguém merece viver nesta negra Região.

Tudo o que foi feito está mal feito ou foi feito demasiado tarde. Sendo certo que está quase tudo por fazer! E soluções? E uma visão de futuro? Para onde nos querem levar daqui a 10, 20 ou 50 anos? Pouco mais do que zero! Valha-nos, conforme ironicamente já escrevi, que a minha Ilha e a minha Região são outra. A minha terra não tem a cor negra com que a pintam.

A minha terra tem um passado de dificuldades – estruturais, sociais, económicas, etc… – que me inspiram a ajudar a ultrapassar. A minha terra tem um futuro brilhante à sua frente. Os meus filhos usufruirão de uns Açores muito melhores do que o meu. É nisto que acredito. É nisto que os candidatos a deputados, sejam ou não políticos profissionais, deviam estar concentrados.

Se assim fosse, ter-se-ia falado de propostas para melhorar a qualidade de vida dos Açorianos e não de constantes diagnósticos, números, estatísticas e afins. Estamos todos fartos disso!

Queríamos ver compromissos e propostas para a Saúde, Educação, Solidariedade Social, Agricultura, Pescas, etc… etc…

Coisas reais, percetíveis para todos e com efeitos práticos na vida dos nossos concidadãos que vive no Pico, nas Flores ou na Graciosa. Será que tudo isso fica para o debate de São Miguel? Duvido. Mas se assim for… não há maior razão do que essa para reduzir a metade o número dos nossos representantes!