O presidente José Manuel Bolieiro considerou esta segunda-feira, em Vila do Porto, que o crescimento económico da região “é um comprovativo de que a governação em curso estava, e está, no bom caminho”, mostrando-se confiante “num julgamento justo da ação da Coligação [PSD/CDS/PPM], pelos açorianos, no dia 4 de fevereiro”.

“Numa reflexão, a nível nacional, feita com base no índice do potencial, pode ver-se claramente o sentido ascendente do desenvolvimento das nossas ilhas”, disse o candidato a presidente do Governo Regional, frisando que, “pela primeira vez, o Produto Interno Bruto dos Açores (PIB) supera os 5100 milhões de euros. Cresceu mais, em 2022 e 2023, anos da nossa governação, que o PIB português, num claro sinal de convergência”.

“Há mais de 30 meses consecutivos que a atividade privada cresce nos Açores, com resultados como nunca houve, e temos, há mais de 34 meses, um crescimento do índice de consumo”, disse o líder da Coligação PSD/CDS/PP, que falava na apresentação da lista de candidatos pelo círculo eleitoral de Santa Maria.

“Mas, lamentavelmente, nesta campanha eleitoral há partidos que optam apenas pela maledicência: uns porque tem a angústia da perda do poder que tiveram, e outros que apenas sabem falar mal de tudo, incluindo do que está bem”, adiantou.

“Não fazemos parte desse rol, estamos disponíveis para exaltar o que está bem, reconhecendo a crítica com humildade, mas motivando-nos com este percurso e continuidade de sucessos”, garantiu Bolieiro.

O presidente do PSD/Açores reforçou que lidera “um projeto dirigido às pessoas, com o desenvolvimento humano como causa, mas que é um projeto de governação, a que se associam uma estratégia e propostas credíveis e realistas, com a responsabilidade que se exige”.

Em Santa Maria, Bolieiro destacou os setores da saúde, educação e solidariedade social “como os três vetores para potenciar cada um dos nossos cidadãos”, e “os registos que temos hoje nos Açores, como consequência do nosso trabalho, comprovam as boas opções, sem visão eleitoralista, e com profundidade”.

“Asseguramos os meios para que os profissionais olhassem para o Serviço Regional de Saúde como uma forma de se fixarem nas diferentes ilhas”, criando “melhores condições de deslocações para os doentes e para os médicos especialistas que aqui vêm trabalhar, e levando a cabo as necessárias obras no centro de saúde”, lembrou.

“Quanto aos professores voltaram a ser considerados nos Açores, pois apostamos na valorização e estabilidade das suas carreiras. Colocamos muitos mais professores, assistentes técnicos e operacionais nos quadros das nossas escolas, conseguindo um dos melhores rácios do país e da Europa”, referiu.

José Manuel Bolieiro assumiu o compromisso de “avançar com o projeto de requalificação e ampliação da EBI de Santa Maria, como fizemos com o pavilhão da mesma, que foi abandonando durante tantos anos pelos governos do PS”.

E sublinhou toda a ação “numa solidariedade social reformista, e sem uma visão assistencialista”, num contraste claro com o que fizeram “os vários executivos socialistas, cujos protagonistas querem agora voltar ao exercício governativo, para manterem o poder por via da dependência”, alertou.

“Porque a angústia da perda do poder é que é a grande motivação do PS, e não a melhoria das condições de vida dos açorianos”, acrescentou o presidente social-democrata.

“Tivemos um mandato que foi interrompido, e que se desenrolou confrontado com uma pandemia, a crise e a subida da inflação, o aumento das taxas de juros e a guerra, isto para além da herança recebida dos governos socialistas: uma dívida escondida debaixo do tapete”.

“Com o chumbo do Plano e Orçamento para 2024 – o melhor da legislatura e de sempre -, PS, BE e IL cortaram-nos o tempo, mas acabaram por engrandecer a nossa ação, que os açorianos viram realizada com o caracter e o rumo firme de um projeto pensado para o futuro e para as novas gerações”, salientou.

José Manuel Bolieiro acredita, pois, “num julgamento justo a 4 de fevereiro”, estando ciente de que “a Coligação PSD/CDS/PPM vai assegurar-nos o maior número de votos e o maior número de mandatos”.

Bolieiro elogiou ainda o cabeça de lista da Coligação em Santa Maria, “que abraçou a causa pública, com espírito de missão e a capacidade que tem de agregar as pessoas, aceitando o desafio, numa prova clara de amor por Santa Maria e pelos Açores”.

E lembrou que, enquanto autarca, Carlos Rodrigues, liderou uma câmara “que foi um acelerador do progresso de Santa Maria”, ao contrário da atual – de gestão socialista -, “que tem sido um travão a esse mesmo progresso”.

Deu para isso um exemplo, relacionado com o acesso aos fundos excecionais do PRR para a Habitação, “para os quais o Governo tem um projeto no Bairro do Santo Espírito”, que precisou de um conjunto de pareceres: “Os que dependiam da administração pública regional e do setor público empresarial foram todos emitidos até dezembro de 2022. A Câmara de Vila do Porto deu o seu parecer a 9 de outubro de 2023, prejudicando o processo, tal como também sucedeu nos Bairros de Santa Bárbara e de São Lourenço, com atrasos ainda maiores”, adiantou.

Carlos Rodrigues, o cabeça de lista da Coligação PSD/CDS/PPM por Santa Maria, lançou um repto “à união, de todos na nossa ilha, de quem nos apoio e de quem acredita em nós”, assegurando que “vamos continuar a fazer o melhor para os Açores e para Santa Maria”.

“Estou aqui por Santa Maria”, referiu o antigo autarca de Vila do Porto, que disse liderar “uma fantástica equipa, que junta juventude e experiência”, mostrando-se confiante porque “e esforço e a determinação desta governação serão, certamente, premiados pelos marienses”.

Fez igualmente um apelo ao voto de todos esses marienses, que não precisam de ter medo de falar e de mostrar a sua opção pois só assim será possível eleger dois deputados pela nossa ilha, invertendo um quadro que se vive há já muitos anos, há anos demais”, considerou.

A lista da Coligação PSD/CDS/PPM por Santa Maria é então encabeçada por Carlos Rodrigues, seguindo-se Vera Soares Pereira, Daniel Gonçalves, Florbela Cunha, Daniela Braga, Lucas Oliver, Nânci Valente Bairos, Carlos Oliveira, Brenda Machado, Pedro Braga e João Silva. O mandatário da candidatura é José Maria Bairos.