O LIVRE-Açores visitou a Escola Básica 2,3 de Capelas, na sequência do disposto no ponto 9 do seu Manifesto Eleitoral “Um Contrato com o Futuro dos Açores”: Apoiar iniciativas já existentes, e incentivar novos projetos educativos, que visem reformar a escola pública, retirando a Educação do modelo fabril do século XVIII e promovendo valores como o espírito crítico, a criatividade, e o trabalho colaborativo.

O Novas Rotas é um projeto de inovação pedagógica único nos Açores: assente nos pressupostos teóricos da Educação Holística e inspirado pela Escola da Ponte e pelo Projeto Âncora (este no Brasil), é centrado nos alunos os quais, sem turmas nem aulas, desenvolvem projetos de estudo individual e coletivo sob a orientação de professores altamente motivados e com formação específica. Reunindo uma ampla comunidade de aprendizagem, o Novas Rotas agrupa um conjunto de encarregados de educação informados e atuantes e é suportado por um Conselho Executivo visionário.

Apesar do seu sucesso, o projeto Novas Rotas, que deparou com obstáculos e más-vontades constantes, ainda hoje não tem a estabilidade que merece. De facto, a EB 2,3 das Capelas aguarda há 3 anos pela assinatura do Contrato de Autonomia que lhe permitiria gerir de forma diferente aquilo que é de facto diferente. Surpreendentemente, e em contraste com a situação no território continental, neste momento nenhuma escola da Região tem um contrato de autonomia.

O LIVRE-Açores defende a escola pública, inspirado pelo mandato constitucional de defesa do direito à educação e à cultura. Lamentamos por isso o sub-financiamento a que o Ensino tem sido votado na Região, e os atropelos à dignidade e à situação profissional do seu pessoal docente e não docente. No Parlamento juntaremos a nossa voz aos que exigem um investimento no sistema escolar que garanta que a escola pública seja atrativa e cumpra com dignidade a sua missão. Mas queremos mais: queremos escolas autónomas, inseridas na comunidade e geridas democraticamente. Defenderemos por isso a criação de condições para que se multipliquem projetos de inovação pedagógica. É necessário investir na formação de professores, apoiando por exemplo o trabalho do Movimento da Escola Moderna, e capacitar os Conselhos Executivos.

As crianças e os jovens são o nosso futuro. Na Educação, os Contratos de Autonomia das escolas são, literalmente, Contratos com o Futuro.