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O presidente do PSD/Açores, José Manuel Bolieiro, apelou hoje a “uma maioria de estabilidade governativa”, alegando que encurtaram o tempo de mandato do Governo açoriano (PSD/CDS-PP/PPM), mas “engrandeceram a motivação” dos partidos da coligação.

“Eu entendo com humildade que é de interesse para as democracias e para os Açores, para além da pluralidade democrática, uma maioria de estabilidade governativa e que permita a governabilidade dos Açores. É importante para nós todos, não apenas para os candidatos, mas sobretudo para o povo, para a economia, para a sociedade e para os Açores que a nossa autonomia se desenvolva numa democracia estável, de governabilidade e de consistência nas políticas públicas que temos vindo a desenvolver”, afirmou.

José Manuel Bolieiro falava, em declarações aos jornalistas, após a entrega no Tribunal de Ponta Delgada da lista de candidatos a deputados da coligação PSD/CDS-PP/PPM pelo círculo eleitoral de São Miguel às eleições regionais antecipadas de 04 de fevereiro de 2024.

“Encurtaram-nos o tempo de mandato, mas engrandeceram a nossa motivação para fazer bem, o bem que os Açores precisam numa governação estável”, salientou o presidente do PSD/Açores, que será o cabeça de lista da coligação pela ilha de São Miguel.

José Manuel Bolieiro, que também lidera o executivo açoriano da coligação que governou o arquipélago nos últimos três anos, disse ainda que PSD, CDS-PP e PPM asseguram “estabilidade, experiência reformista na governação dos Açores” e “também permitem a consistência das políticas públicas” que sido desenvolvidas em todas as áreas da governação.

Relativamente às listas apresentadas, o presidente do PSD/Açores considerou que têm “bons e ótimos candidatos” para “uma boa escolha do eleitorado”.

“Ainda assim, temos tantos outros ativos políticos que não constam da lista, mas que sabem que têm um compromisso com esse projeto de governação dos Açores pela competência e pelo desenvolvimento”, acrescentou.

Insistindo que o executivo regional “fez muito” em “tão pouco tempo”, José Manuel Bolieiro disse que isso “parece que incomoda alguns, mas não incomoda os Açores e os açorianos”, porque a coligação quer “mais e melhor” e está disponível para fazer o que ainda é necessário.

Questionado sobre o mandato dos autarcas que integram as listas da coligação, caso sejam eleitos, José Manuel Bolieiro, respondeu que são “ativos políticos” para “fazerem parte de um projeto político de governação nos Açores”

“Existem candidaturas com autarcas de prestígio e que asseguram, desde logo, igualmente a qualidade da lista e uma relação de proximidade entre os eleitos e os eleitores, tudo no quadro da legalidade”, acrescentou.

Além de José Manuel Bolieiro, a coligação apresenta como cabeças de lista às eleições regionais Paulo Estêvão, coordenador do PPM/Açores (Corvo), Carlos Rodrigues, antigo presidente da Câmara Municipal de Vila do Porto (Santa Maria), António Ventura, secretário regional da Agricultura (Terceira), João Bruto da Costa, líder parlamentar do PSD/Açores (Graciosa), e Catarina Cabeceiras, atual deputada regional do CDS-PP (São Jorge).

São igualmente cabeças de lista pela coligação José António Soares, presidente da Câmara Municipal da Madalena (Pico), Luís Garcia, presidente do parlamento açoriano (Faial), Bruno Belo, diretor regional do Empreendedorismo (Flores), e Alonso Miguel, secretário regional do Ambiente, pelo círculo de compensação (que reúne os votos que não são aproveitados para a eleição de parlamentares nos nove círculos de ilha).

Os Açores vão a votos em 04 de fevereiro de 2024, após a dissolução da Assembleia Legislativa Regional pelo Presidente da República, devido ao chumbo do Orçamento para o próximo ano.

Para as eleições regionais açorianas já foram anunciadas as candidaturas de seis partidos – PS, Pessoas-Animais-Natureza (PAN), Chega, Bloco de Esquerda (BE), Juntos pelo Povo (JPP) e Iniciativa Liberal (IL) – e de duas coligações, PSD/CDS-PP/PPM, que governou as ilhas nos últimos três anos, e da CDU (PCP/PEV).