O círculo eleitoral dos Açores vai eleger, nas legislativas antecipadas de 10 de março, cinco deputados à Assembleia da República, entre as 13 forças políticas que concorrem na região, embora, por tradição, só dois partidos consigam assegurar mandatos.

O Partido Socialista, que nas últimas eleições legislativas nacionais venceu as eleições no arquipélago e elegeu três dos cinco deputados açorianos, volta a apostar em Francisco César como cabeça de lista pelos Açores, para tentar repetir o resultado anterior.

A Aliança Democrática (AD) volta também a apresentar como primeiro candidato pela lista dos Açores, Paulo Moniz, que já vinha exercendo o cargo de deputado ao parlamento nacional, eleito, anteriormente, pelas listas da coligação que junta o PSD, o CDS e o PPM.

O PAN, partido das Pessoas-Animais-Natureza, apresenta como cabeça de lista Dinarte Pimentel, professor de Biologia e Geologia na Escola Secundária da Ribeira Grande, que se estreia como candidato numa lista à Assembleia da República.

Miguel Arruda, licenciado em Ciências Biológicas e de Saúde, mestre em Ciências Biomédicas e em Ambiente, Saúde e Segurança, pela Universidade dos Açores, é o cabeça de lista do Chega ao parlamento nacional, nas eleições de 10 de março, pelo círculo dos Açores, depois de ter sido candidato a presidente da Câmara Municipal do Nordeste, em São Miguel.

Roque Almeida, natural de Luanda, antigo militante do PNR (Partido Nacional Renovador), que está ligado às áreas dos transportes, combustíveis e hotelaria, é o primeiro candidato pelo círculo dos Açores do partido Ergue-te, uma força política que se assume como “pró-pátria, pró-família e pró-vida”.

O Bloco de Esquerda apresenta como cabeça de lista Joana Bettencourt, professora e especialista em exercício físico, uma candidata que já concorreu em eleições autárquicas, em 2021, à Câmara Municipal da Praia da Vitória.

A CDU, também figura entre as forças políticas que concorrem às eleições legislativas antecipadas, pelos Açores, apresentando como primeira candidata, Judite Barros, professora e membro da direção regional do PCP (Partido Comunista Português), que concorre em coligação com “os Verdes”.

José Luís Parreira, mestre em Engenharia Aeroespacial pelo Instituto Superior Técnico de Lisboa, é o cabeça de lista da Iniciativa Liberal à Assembleia da República, pelo círculo dos Açores, depois de ter sido também candidato a deputado, à Assembleia Regional, pelo círculo da ilha Terceira, nas eleições de 2020.

O candidato do JPP (Juntos Pelo Povo), partido criado na Madeira, mas com ramificações também aos Açores, é Mário Rui Pacheco, empresário, figura que durante vários anos esteve ligada ao Bloco de Esquerda, e que agora trocou de partido.

O ADN (Alternativa Democrática Nacional) volta a ter como cabeça de lista à Assembleia da República o empresário açoriano Rui Matos, que encabeçou também a lista às eleições legislativas regionais de 04 de fevereiro, um candidato que já esteve ligado ao PDA (Partido Democrático do Atlântico) e também ao PPM (Partido Popular Monárquico).

Florbela do Carmo, secretária num escritório de advogados, natural de Lamego, mas residente em Ponta Delgada, é a cabeça de lista do Livre pelo círculo dos Açores nas eleições de 10 de março, depois de ter encabeçado também a lista de candidatos à Assembleia da República em 2015 e 2019.

O RIR (Reagir, Incluir e Reciclar) e o VOLT Portugal concorrem também pelo círculo dos Açores, nas próximas eleições legislativas antecipadas, mas não divulgaram ainda quem são os seus candidatos pelo círculo dos Açores.

Quase 230 mil eleitores açorianos serão chamados às urnas no dia 10 de março, para escolher os cinco candidatos a deputados, em representação desta região autónoma.

Nas eleições de janeiro de 2022, o PS venceu no círculo eleitoral dos Açores, com 44,3% dos votos, elegendo três deputados, seguindo-se a coligação PSD, CDS-PP e PPM, com 35% dos votos (dois deputados).

O Chega obteve 6,1% dos votos no arquipélago, seguido do Bloco de Esquerda, com 4,4% dos votos, da Iniciativa Liberal, com 4,2%, do PCP com 1,5% e do PAN, com 1,4%.

Os restantes partidos concorrentes (ADN, Livre, Ergue-te, MAS, MPT PCTP/MRPP, RIR e Volt Portugal) não chegaram a obter 1% das intenções de voto dos açorianos.