O líder do PPM/Açores, Paulo Estêvão, afirmou que as eleições de hoje são “muito importantes” porque vão “normalizar” o cenário político e congratulou-se com a adesão dos eleitores no grupo ocidental.

Paulo Estêvão, que votou na ilha do Corvo, declarou à Lusa, por telefone, que “a verdade é que estas são eleições muito importantes para definir um novo quadro político que terá a responsabilidade de normalizar a situação na Região Autónoma dos Açores”.

O também deputado regional afirmou que nas ilhas do Corvo e Flores regista-se uma “grande participação das pessoas, mais elevada que noutros anos”, o que “é muito importante para a qualidade da democracia açoriana e representatividade do sistema democrático”.

O dirigente do PPM/Açores mostrou-se “convicto de que a participação, em número de votantes, irá aumentar” e disse que existe na região “uma abstenção técnica muito elevada” devido ao facto de existirem nos cadernos eleitorais muitos dos emigrantes que quando vão aos Açores aproveitam para se recensear.

“São cerca de 15% [de emigrantes ]as pessoas que estão nos nossos cadernos eleitorais e por isso é que em algumas freguesias temos mais eleitores do que população residente”, afirmou o dirigente, o que na sua opinião faz com que a abstenção nos Açores esteja inflacionada.

A afluência às urnas nas eleições para a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores foi de 13,77 por cento até às 11:00 (hora local, menos uma do que em Lisboa), segundo os dados oficiais.

Um total de 229.830 eleitores, mais 828 do que no sufrágio de 2020, está inscrito para escolher os 57 deputados da Assembleia Legislativa Regional.

Em 2020, à mesma hora, esta afluência ficou-se pelos 9,12% e quatro anos antes foi ainda mais baixa, situando-se nos 7,47%. A abstenção foi de 54,59% em 2020 e de 59,15% em 2016.

O Presidente da República decidiu dissolver o parlamento açoriano e marcar eleições antecipadas para hoje, após o chumbo do Orçamento para este ano. Onze candidaturas concorrem às legislativas regionais, com 57 lugares em disputa no hemiciclo: PSD/CDS-PP/PPM (coligação que governa a região atualmente), ADN, CDU (PCP/PEV), PAN, Alternativa 21 (MPT/Aliança), IL, Chega, BE, PS, JPP e Livre.

Em 2020, o PS venceu, mas perdeu a maioria absoluta, surgindo a coligação pós-eleitoral de direita, suportada por uma maioria de 29 deputados após assinar acordos de incidência parlamentar com o Chega e a IL (que o rompeu em 2023). PS, BE e PAN tiveram, no total, 28 mandatos.