Ilda Baptista, Mestre em Gestão Pública

Todos nós temos uma cara, uns têm-na mais laroca do que outros, mas quanto a isso pouco há a fazer, agora convém que a cara seja só uma.

Diz-se frequentemente e de forma depreciativa que aquele que tem mais do que uma cara, boa coisa não é. Melhor seria se mostrasse logo todas e dissesse logo ao que vem. Mas não! Infelizmente nunca é assim.

Vem tudo isto a propósito das caras que se estampam pelas ruas e rotundas dos Açores, preparando o povo para as eleições de 4 de fevereiro.

De facto, parece-me que faltam caras.

Desenganem-se os eleitores Açorianos, se acham que vão votar em José Manuel Bolieiro por ser apenas a sua cara a olhar-nos, candidamente do alto dos placards publicitários, implorando-nos um voto. Não, não é só nele que vão votar. Atrás de Bolieiro esconde-se Artur Lima e Paulo Estevão, cada um deles senhor da sua cara e muito mais do seu nariz.

Viu-se bem nestes últimos 3 anos que estes senhores, agora praticamente invisíveis, não se fizeram rogar, quando se tratava de impor as suas vontades e os seus caprichos.

Começou logo com a história rocambolesca do boi anão, passando pelo tratamento coloquial e desrespeitoso de vários grupos profissionais com que o Vice-Presidente do Governo Regional publicamente nos brindou, acreditando que à segunda figura do governo tudo é permitido, opiniões, posturas e atitudes, bem ao jeito dos regimes absolutistas de outrora.

Faltam caras nas ruas e rotundas dos Açores.

A famosa transparência voltou a tornar-se opaca mais uma vez, pois há cruzinhas no

boletim de voto que representam não uma,….não duas….mas três caras.

Lá está, quem vê caras não vê corações.”