A Basílica da Anunciação de Nazaré em Israel é o local onde os cristãos acreditam que Maria, mãe de Jesus, tinha a sua casa e onde viveu durante algum tempo tendo aí crescido o Salvador, daí a sua “alcunha” ter sido “Jesus de Nazaré”.

Curiosamente nesta Basílica da Anunciação em Nazaré houve um pintor português chamado António Lino que deixou para a posteridade a sua obra e a marca cristã de Portugal na terra santa e neste casa na terra em cresceu Jesus Cristo.

O pintor António Lino era o melhor amigo do meu pai tendo sido quase um tio para mim tendo o privilégio de o conhecer e de privar com ele aquando da elaboração e criação de algumas das suas obras no final da sua vida.

O seu verdadeiro nome era António Lino da Veiga Ferreira Pedras, foi um fervoroso vimaranense nacionalista e viveu durante quase todo o século XX, deixando uma vasta obra que está espalhada por diversos países da Europa e do médio oriente como é o caso das pinturas na Basílica de Damasco na Síria.

Em Portugal, António Lino tem pinturas, mosaicos, vitrais em inúmeros palácios da justiça, misericórdias, igrejas, universidades (reitoria da universidade clássica), e até deixou obra em alguns ministérios do governo português como é o caso dos painéis existentes no Ministério da Solidariedade e da Segurança Social na zona de entrada do edifício.

Este grande vulto português foi simplesmente apagado da História pela esquerda política em Portugal posteriormente ao 25 de abril, pelo facto de toda a sua obra além de ser religiosa, ter sido desenvolvida e produzida durante o Estado Novo.

Um verdadeiro crime ideológico a juntar a outros que a esquerda cometeu e comete sem qualquer pudor em preservar o património português e da Humanidade espalhado por todo o mundo.

As gerações nascidas depois de 1974 provavelmente nunca ouviram falar de António Lino e de outros artistas desta Época até terem lido este meu artigo.

No dias que correm, nem o wikipédia escapou ao apagão dos artistas que trabalharam durante o Estado Novo, não existindo referências à dimensão das obras realizadas por António Lino e até o confundindo com um pintor homónimo português do século XIX…

O wokismo português contra a História de Portugal está a trabalhar no sentido de apagar do espaço da internet uma História e uma herança dos nossos antepassados que merece ser recordada, não porque sejamos de direita ou de esquerda mas por sermos todos herdeiros de uma História que existiu e de artistas que existiram.

Lutemos pois para que a narrativa da internet seja fiel à narrativa real dos acontecimentos e não adulterada por anónimos que apagam e acrescentam informação a sites que todos achamos credíveis mas que não o são.

A História de Portugal merce, nós merecemos.