O Governo da coligação de direita impediu o aumento da remuneração dos trabalhadores da administração pública. As duas propostas que o Bloco de Esquerda fez no parlamento para aumentar a remuneração complementar e o alargamento da sua abrangência foram rejeitadas pelos partidos de direita.

Numa reunião com o SINTAP, hoje na Terceira, António Lima salientou o papel muito ativo do Bloco de Esquerda no combate à precariedade e aumento de rendimentos na administração pública.

O coordenador do Bloco de Esquerda Açores e primeiro candidato às próximas eleições regionais lembra que o Bloco levou ao parlamento propostas para aumentar a remuneração complementar e alargar a sua abrangência até aos salários de 2017 euros, propostas para integrar os trabalhadores com contratos covid no Serviço Regional de Saúde e para integrar os trabalhadores ao abrigo de programas ocupacionais que desempenham tarefas que correspondem a necessidades permanentes.

Todas estas propostas foram rejeitadas pelos partidos de direita.

“Este governo não resolveu o problema da precariedade na administração pública, pelo contrário, acentuou o problema”, disse António Lima.

Se a coligação tivesse realmente o interesse em resolver estes problemas, teria aprovado as propostas do Bloco.

António Lima garantiu que o Bloco de Esquerda vai voltar apresentar estas propostas no início da próxima legislatura, para combater a precariedade e aumentar os rendimentos dos trabalhadores da administração pública, para responder ao enorme aumento do custo de vida dos últimos anos.

Sobre o aumento da remuneração complementar, o coordenador do Bloco lembra que “a atualização não depende do orçamento, porque pode ser feita através de uma resolução do governo” e isso só não foi feito antes da dissolução do parlamento, porque o governo não quis.

Aliás, em 2023, o governo só atualizou o valor da remuneração complementar no fim do ano: “O governo esteve distraído todo o ano e só atualizou a remuneração complementar nos últimos meses. Portanto, não faz sentido os partidos de direita virem agora dizer que vai haver um atraso por causa do chumbo do orçamento”, concluiu.