Ponta Delgada, Açores, 09 jul 2023 (Lusa) – O PCP/Açores acusou hoje o Governo Regional de manter uma política de “baixos salários e pensões”, alertando para o agravamento da situação social e criticando a “falta de medidas” para mitigar o aumento do custo de vida.

Em comunicado, a estrutura regional comunista considera que a ausência de respostas para a situação social está a colocar os “açorianos numa situação em que o salário não chega para o mês todo”.

“Esta é a consequência imediata da política de direita, tanto do Governo do PS, como do Governo Regional da coligação de direita apoiada pela extrema-direita, apostada em manter baixos salários e pensões”, afirmou o líder regional Marco Varela, citado na nota de imprensa, que apresenta as conclusões da reunião de sábado da direção do PCP/Açores.

O partido exige medidas para “combater os sucessivos aumentos dos preços”, alertando que a “subida do custo do crédito à habitação está a provocar situações dramáticas”.

“O Governo Regional da coligação de direita, com o apoio parlamentar da extrema-direita, faz muito pouco para travar a perda de poder de compra da maioria dos açorianos e parece imitar o Governo da República com iniciativas rodeadas de grande publicidade, mas que não têm um impacto real na vida das pessoas”, defendem os comunistas.

O aumento substancial do turismo, afirmam, “não se reflete na melhoria das condições de vida de muitos açorianos”, sendo o setor, em muitos casos, um “sinónimo de desregulação dos horários e do aumento da sazonalidade”.

Os comunistas criticam ainda o “empurrar de responsabilidades” entre o Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) e o da República, considerando que tal “apenas adia a resolução dos problemas”.

“O que era necessário era terminar com o jogo do empurra entre Governo Regional e Governo da República, e ambos assumirem as suas responsabilidades e darem resposta aos problemas das pessoas, através de aumentos reais dos salários e das reformas”, advogam.

O PCP/Açores visa ainda o “subfinanciamento” do Teatro Micaelense, em Ponta Delgada, e as “insuficiências” no transporte de mercadorias.

“Neste quadro, só mesmo os trabalhadores e as populações podem travar esta corrida para o desastre, lutando não só pelo direito a terem uma vida digna, mas também para defender a nossa economia e as possibilidades de desenvolvimento da nossa região”, conclui.