O PCP/Açores defendeu hoje intervenções urgentes no Teatro Micalense, na cidade de Ponta Delgada, Açores, alegando a necessidade de salvaguardar o importante equipamento cultural de São Miguel e os trabalhadores.

“Em 2026, Ponta Delgada será capital portuguesa da Cultura. Se as intervenções necessárias não forem executadas com grande celeridade, arriscamo-nos a entrar nesse ano com o seu principal equipamento cultural fechado para obras ou, pior ainda, física ou financeiramente inoperacional”, lê-se num comunicado enviado às redações.

Em dezembro de 2022, um grupo de cidadãos concentrou-se às portas do Teatro Micaelense, manifestando “preocupação face à situação de subfinanciamento” da instituição.

No comunicado, o PCP/Açores recorda a iniciativa dos cidadãos que se manifestaram “em defesa do Teatro Micaelense e dos seus trabalhadores”, numa altura em que também foi lançada a petição “Em defesa do Teatro Micaelense e dos seus trabalhadores”.

“Passados seis meses, e no seguimento das audições originadas pela petição assinada por 789 cidadãos, a Comissão Especializada Permanente de Assuntos Sociais [da Assembleia Legislativa Regional] emitiu o seu parecer sobre o assunto. Foi aprovada a apreciação em plenário da petição, não se podendo deixar de reconhecer a realidade dos factos denunciados: o Teatro Micaelense está subfinanciado e o edifício apresenta vários problemas devido à falta de manutenção, sendo os mais graves a presença de térmitas e as infiltrações de água”, lê-se na nota.

Apesar de reconhecer que houve “alguns avanços” relativamente ao salário dos funcionários do teatro, o PCP nos Açores considera que “falta ainda valorizar o tempo de serviço” dos trabalhadores e contratar “mais alguns” para fazer face às “exigências permanentes” da instituição.

O PCP/Açores alerta ainda o Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) para a urgência de obras no Teatro Micaelense, lembrando que o executivo açoriano disse que iria verificar “a possibilidadede se inscrever a verba necessária para as obras no próximo Orçamento da região”.

“Se a incúria que já denunciámos fez com que os problemas e as dívidas se avolumassem, o mesmo continuará a acontecer e a um ritmo cada vez mais acelerado. Deixar que a água e as térmitas continuem a danificar o edifício significa causar um prejuízo num património que é de todos nós”, acrescenta o partido.

A cultura “não pode continuar a ser sempre, sem exceções, a última preocupação das forças políticas que nos governam”, salienta o PCP açoriano.

O Teatro Micaelense – Centro Cultural e de Congressos, SA, é uma entidade pública empresarial, dotada de autonomia administrativa, financeira e patrimonial, sob a tutela da secretaria regional da Educação e dos Assuntos Culturais.