O vice-presidente da bancada socialista Francisco César defendeu hoje que os números da economia portuguesa estão progressivamente a chegar à vida das pessoas e considerou que o próximo Orçamento terá em atenção os resultados já obtidos.

“Os números que têm sido apresentados começam a demonstrar que a vida das pessoas estará agora com uma inclinação positiva no sentido da recuperação que todos nós desejamos”, sustentou o dirigente do Grupo Parlamentar do PS em declarações aos jornalistas, numa conferência de imprensa sobre o tema da redução do risco de pobreza e de exclusão social em Portugal.

Antes, Francisco César tinha defendido a seguinte tese sobre a relação da macroeconomia com a vida real dos cidadãos: “A economia está a apresentar bons números, a vida das pessoas não está como elas gostariam, mas os números cada vez mais impactam a vida das pessoas”.

“Os números estão a chegar devagar à vida das pessoas”, advogou, destacando em seguida dois indicadores económicos.

“Se olharmos para a vida das empresas, os resultados estão a começar a aparecer. Temos resultados extraordinários ao nível das exportações. Quando se olha para os salários, verifica-se que estão a subir. Gostaríamos que subissem mais, mas estão a subir e a inflação está a descer, estando agora em 4%”, assinalou.

Questionado sobre as principais linhas que deverá ter a proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2024, o deputado do PS eleito pelos Açores respondeu que esse documento, “naturalmente, tem de ter em atenção os resultados que o país está a registar na economia, a vida das pessoas neste momento e aquilo que se espera em relação ao futuro”.

“Esse é um trabalho de construção, em primeiro lugar dos ministérios, do Ministério das Finanças e do Conselho de Ministros. Depois passa para a Assembleia da República onde o PS fará o seu trabalho no sentido de adequar ou melhorar o documento orçamental àquilo que gostaríamos que fosse o futuro”, disse.

Ainda em matéria orçamental, o vice-presidente do Grupo Parlamentar do PS referiu que “qualquer instrumento de política orçamental tem de ser adequado ao momento e às previsões que existem em relação ao futuro”.

“Se há algo que nos podemos orgulhar é que todas as previsões que fizemos nos orçamentos do Estado foram ultrapassadas positivamente. Ou seja, os resultados orçamentais acabaram por ser melhores face aos cenários macroeconómicos previstos”, afirmou.

Francisco César defendeu também que o Governo “já demonstrou que quando é necessário alterar, corrigir ou melhorar uma política no sentido que tenha maior impacto, ou que resolva problemas das famílias ou das empresas, também o faz”.

“E há políticas sociais já aprovadas que estão a ter impacto”, acrescentou.

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