Presidente do Governo recebeu hoje distinção em nome da Proteção Civil dos Açores

Luís Morgado Baptista destacou o envolvimento de todas as capacidades das Forças Armadas nos Açores e o papel importante no “reconhecimentos e identificação de locais de evacuação”, com recurso a drones.

“Aprendemos muito, todos nós, quer a estrutura militar, quer o COA, quer os comandos de zona dos três ramos das Forças Armadas aqui sedeados, no aperfeiçoamento dos nosso procedimentos de coordenação, mas robustecemos muito a nossa ligação com o Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores”, frisou.

Para o presidente do CIVISA, Rui Marques, foi uma “honra” receber uma “distinção nacional” pelo trabalho desenvolvido em São Jorge, que ainda não terminou.

“A crise sismovulcânica de São Jorge é uma crise que continua ainda nos dias de hoje. Em média têm 10 sismos por dia e ter 10 sismos por dia em qualquer uma das 50 zonas sismogénicas dos Açores não é uma situação normal”, explicou.

Rui Marques destacou a adoção de uma atuação diferente, com a “projeção de forças antes do acontecimento”, para “tentar antecipar uma ocorrência”, admitindo, que a falta de hábito deste tipo de atuação possa ter provocado alguma “estranheza” e “apreensão” na população.

Desde 19 de março de 2022, foram registados mais de 57.400 sismos de baixa magnitude e origem tectónica na ilha de São Jorge, dos quais cerca de 350 sentidos pela população.

O evento mais energético ocorreu em 29 de março de 2022, às 21:56 locais (22:56 em Lisboa), com uma magnitude de 3,8 na escala de Richter.

O Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores elevou o nível de alerta vulcânico na ilha de São Jorge para V4, equivalente a ameaça de erupção, em 23 de março de 2022, baixando-o para V3 (sistema ativo sem iminência de erupção), em 08 de junho de 2022.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, visitou a ilha duas vezes, durante o período em que esteve em alerta V4, no final de março e em meados de abril de 2022.

PUB