Joaquim Machado, Deputado do PSD/Açores ALRAA

Com muita facilidade identifico virtudes nas juventudes partidárias. E sem dificuldade também aponto vícios que por ali circulam. Sobretudo, relevo na atividade das “jotas” o fomento da participação cívica e, obviamente, a intervenção política que elas proporcionam aos mais jovens. Sei do que falo, por experiência própria. Integrei o movimento juvenil do meu partido ainda antes de atingir a idade mínima legal. Contentei-me, por isso, com um cartão de simpatizante, que ainda hoje invoco com incontida saudade e algum crédito.

Recorrentemente, as juventudes partidárias organizam as suas “universidades” e “academias”, como agora anunciou o PS – uma formação rápida (o qualitativo é meu), com a qual os socialistas querem “preparar o futuro da Região”. Nada a objetar. E que seja proveitosa.

E comecem logo por dizer que o melhor caminho para se ser bem-sucedido na política é a formação académica e profissional, no fundo, dizer que os cargos políticos são transitórios, nunca um modo de vida e menos ainda uma profissão. Ter vida própria e meios de subsistência, entenda-se, profissão e vínculo laboral, é condição essencial à independência, para rejeitar subserviências e violações de consciência, para resistir à conveniência da ocasião e à sedução e influência dos mandantes.

Digam tudo isto aos rapazes e raparigas que querem participar na construção do nosso futuro coletivo, sem temer sorrisos sarcásticos e óbvias insinuações. Vale a pena ter e defender princípios, mesmo que para alguns já vá tarde a sua aplicação, numa vida que deve ser de exemplos e irrepreensível.

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