O presidente do Conselho de Ilha da Graciosa, nos Açores, admitiu hoje que a reunião com o Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) “correu muito bem”, tendo sido dadas “respostas diretas” e apresentadas soluções para alguns dos problemas apontados.

No final de uma reunião do Conselho de Ilha com o governo açoriano, realizada na terça-feira, no edifício da Casa do Povo de Guadalupe, Ricardo Areia disse aos jornalistas que foi uma boa sessão de trabalho” e “chegou-se a algumas conclusões”.

“[Foi] uma bela reunião de trabalho, com respostas a todos os pontos do nosso memorando, que são 60, com objetividade por parte dos senhores secretários [regionais], respostas diretas, com soluções para alguns”, declarou.

Ricardo Areia referiu que houve respostas em relação às principais reivindicações, como aconteceu com a concessão das termas do Carapacho, uma decisão que “vai ser muito importante para a ilha”.

Realçou também a realização de alguns “investimentos importantes” na área da habitação (relacionados com a construção de habitações), na saúde (ampliação da unidade de saúde) e na vertente social (transformação do antigo centro de saúde em Estrutura Residencial Para Pessoas Idosas – ERPI da Santa Casa da Misericórdia de Santa Cruz da Graciosa).

No domínio das acessibilidades marítimas, destacou a rotação do navio de transporte de carga, que era um anseio de vários anos do Conselho de Ilha e foi posto em prática pelo Governo Regional em janeiro, embora tenham surgido alguns problemas relacionados com os transportes de animais vivos “que não foram bem coordenados com os armadores”.

O Conselho de Ilha da Graciosa apresentou ao Governo Regional açoriano um memorando com 60 pontos.

No final da reunião, o líder do executivo regional, José Manuel Bolieiro, afirmou que o encontro foi “muito profícuo”.

“Os pontos do memorando, que [os conselheiros] desenvolveram e entregaram ao governo, permitiram que os membros do governo fizessem esclarecimentos que eu penso que deram satisfação à senhora e aos senhores conselheiros presentes”, disse.

Bolieiro explicou que os conselheiros reconheceram importância ao facto de ter sido encontrada uma solução para as termas do Carapacho, o que permitirá “dinamizar o setor do turismo e do termalismo ligado à saúde na ilha Graciosa”.

Também destacou os investimentos anunciados na área da habitação, da saúde e da terceira idade, assim como obras relacionadas com a nova gare do aeroporto e a intervenção na barra da marina.

No entanto, o líder do Governo dos Açores registou preocupações relacionadas com a necessidade de reabilitação da estrada de Santa Cruz – São Mateus, onde será feito um investimento global de 2,2 milhões de euros.

Outras preocupações anotadas estão relacionadas com o funcionamento da escola e com o transporte marítimo de animais vivos que, “muitas vezes, tem determinados constrangimentos”.

O Conselho de Ilha é um órgão consultivo do Governo dos Açores composto pelos presidentes das câmaras e assembleias municipais da ilha, por quatro membros eleitos de cada assembleia municipal, por três presidentes de junta de freguesia, um representante do Governo Regional (sem direito a voto) e vários membros das organizações sociais, ambientais, culturais e empresariais da ilha.

O executivo regional dos Açores termina hoje uma visita estatutária de dois dias à ilha Graciosa.

Segundo o Estatuto dos Açores, o Governo Regional tem de visitar cada uma das ilhas do arquipélago pelo menos uma vez por ano, com a obrigação de reunir o Conselho do Governo na ilha visitada.

 

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