O conselho de administração da companhia aérea SATA “está em pleno funcionamento” e com profissionais “habilitados a conduzir os destinos da empresa”, afirmou hoje a secretária regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas dos Açores.

Berta Cabral falava aos jornalistas à margem do seminário “Excelência e Sustentabilidade no Turismo – Criando experiências, superando expectativas”, no polo de Ponta Delgada da Universidade dos Açores.

Questionada sobre a nomeação da nova presidência do grupo de aviação público açoriano, a governante afirmou: “Ainda não está na altura de anunciar se temos.”

“O conselho de administração da SATA está em pleno funcionamento. Nós não temos que nos preocupar excessivamente com isso. Obviamente que queremos um presidente da SATA que tenha experiência e que consiga conduzir o novo processo de privatização que obrigatoriamente temos que abrir por imposição da União Europeia”, sustentou a secretária regional.

A governante referiu que existe um conselho de administração “com dois administradores executivos nomeados e dois administradores não executivos”, salientando que todos os elementos “estão mais do que habilitados a conduzir os destinos da empresa”.

Por outro lado, Berta Cabral reiterou que a “única maneira de capitalizar” a Azores Airlines, a empresa do Grupo SATA que faz as ligações do arquipélago com o exterior”, é através da entrada de capital privado.

“Fazer chegar capital privado na empresa neste momento é determinante para a sua sobrevivência”, reforçou.

O Governo dos Açores anunciou em 02 de maio o cancelamento do concurso de privatização da Azores Airlines/Sata Internacional e o lançamento de um novo, alegando que a companhia estava avaliada em seis milhões de euros no início do processo e vale agora 20 milhões, mas negou que as reservas sobre o consórcio concorrente tivessem pesado na decisão.

No início de abril, o júri do concurso público da privatização da empresa entregou o relatório final e manteve a decisão de aceitar apenas um concorrente, mas admitiu reservas quanto à capacidade do consórcio Newtour/MS Aviation em assegurar a viabilidade da companhia.

Também a administração do Grupo SATA, então liderada por Teresa Gonçalves, que entretanto se demitiu, manifestou “reservas sobre o consórcio NewTour MS Aviation e sobre as limitações do concorrente” no parecer enviado ao Governo Regional.

Em abril, o executivo anunciou a demissão de Teresa Gonçalves por “razões pessoais e de contexto”. Posteriormente, a responsável disse à Lusa que saiu por achar que “já não conseguia agir de acordo” com os seus princípios.

Também o administrador com o pelouro financeiro, Dinis Modesto, apresentou a demissão.

Em 02 de maio, a administração da SATA cooptou a diretora financeira Carla Neto para administradora de forma a garantir a “gestão diária” e a reestruturação do grupo enquanto “aguarda a nomeação” de um novo conselho.

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