O cabeça de lista da Iniciativa Liberal (IL) pelos Açores às eleições Legislativas do próximo dia 10 de março, , preconiza a definição de “uma estratégia nacional de atração de investimento para fixar população nos Açores”, apontando que o atual problema da Região é “a perda de população que significa também perda de oportunidades e rendimentos para os que ficam”.

Em declarações ais jornalistas, após uma ação desenvolvida no Aeroporto João Paulo II, em Ponta Delgada, José Luís Parreira quis assinalar “o problema grave de perda de população”, apontando que “Portugal e, sobretudo os Açores, perderam e perdem uma parte significativa da sua população”.

“Desengane-se quem ache que isto é um problema apenas daqueles que saem e das suas famílias que ficam isoladas e solitárias. É um problema de todos, incluindo os que ficam. A perda de população significa também perda de oportunidades e rendimentos para os que ficam. Cada jovem que emigra é menos um contribuinte do nosso orçamento público, é menos um consumidor de bens e serviços locais, que com o seu poder de compra aumentam a procura por outros trabalhadores tão necessários para aumentar de forma geral os salários e é menos um membro das nossas comunidades, qua são a chama viva da nossa identidade”, afirmou.

O candidato liberal à Assembleia da República quis, por isso, junto a um aeroporto, transmitir a mensagem “de que não é inevitável estudarmos e não voltarmos”, uma vez que “se, hoje, mais jovens não se fixam nos Açores não é porque a educação falhou, não é porque a qualidade de vida e as acessibilidades sejam más, não é porque não podem ter o trabalho dos seus sonhos aqui, pois o trabalho à distância é uma nova realidade que atraiu trabalhadores de toda a Europa a virem para Portugal”.

Se hoje os jovens açorianos vão e dificilmente voltam, dizem os liberais, “é porque Portugal não é um país atrativo ao investimento”, exemplificando que “um trabalhador que ganhe 4000 euros líquidos na Dinamarca, paga 34% de impostos e contribuições sociais sobre o custo total para a empresa, enquanto cá paga 54%. Ou seja, oferecer o mesmo salário líquido em Portugal é muito mais caro do que na Dinamarca”, atirou José Luís Parreira.

Desta forma, acrescentou, “não conseguimos atrair empresas que precisam de reter e contratar mão de obra qualificada, experiente e especializada”, pelo que a IL preconiza a necessidade de“reduzir a despesa pública em 4% do PIB (Produto Interno Bruto) para baixar os impostos sobre o trabalho na mesma proporção e atrair investimento”.

Até porque, defende a candidatura da IL às Legislativas de 10 de março, “é hora de atrair para Portugal o ecossistema de empresas que deem empregos aos jovens Portugueses, incluindo os Açorianos, para que também mais empresas abram escritórios nos Açores para os seus colaboradores. Só com uma estratégia nacional de atração de investimento é possível fixar população nos Açores”, alega José Luís Parreira.

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