O Salão Nobre do Edifício dos Paços do Concelho foi palco para o lançamento do livro “São Jorge A Ilha Mártir – A Crise Sísmica de 1964”, da Autoria do Jovem Jorgense Sérgio Santos.

Trata-se de uma obra com edição da Câmara Municipal das Velas e que assinala os 60 anos após a Crise Sísmica que assolou a extremidade ocidental da Ilha de São Jorge, em Fevereiro de 1964, tendo sido esta atingida por sismos intensos que causaram prejuízos avultados.

Segundo o Presidente do Município, Luís Silveira, este é, pois, um marco importante para a história local e regional, destacando a importância duma obra do género, a par de muitas outras que estão no Arquivo Histórico João Gabriel Ávila e que faz perpetuar a história deste Povo com mais de 500 anos.

São 60 anos após aquele que foi certamente o maior flagelo vivido no Concelho, onde a população teve de ser na totalidade evacuada.

Falando na sessão de lançamento desta obra literária, o Autarca recordou a inauguração do painel de azulejos há 10 anos, localizado na Praça Velha, aquando do assinalamento dos 50 anos após o evento, da autoria do artista Jorgense António Pedroso, e que está patente na capa deste livro.

Presente no lançamento desta obra esteve, entre as várias entidades e convidados, Álamo Meneses, Presidente do Município de Angra do Heroísmo, Cidade que acolheu muitos dos Jorgenses há 60 anos, aproveitando Luís Silveira para destacar os laços que se criaram nessa altura e que muitos perduram até aos dias de hoje. Aliás, essa ligação está bem patente na obra agora lançada, ressalvou o Edil.

O Presidente do Município lembrou que a Autarquia, ao associar-se a obras como esta, pretende dar o seu contributo para a posteridade, para que as gerações vindouras possam ‘beber’ desta informação, de uma forma mais condensada, num arquivo rico como é o Arquivo João Gabriel Ávila.

Luís Silveira aproveitou ainda o momento para agradecer ao jovem Sérgio Santos pela obra, pelo trabalho, pela dedicação e pelo empenho, tendo este saído do Arquivo Histórico, procurando pessoas, tentando perceber para além do que está escrito na história, nos jornais e Atas da Câmara, percebendo o sentido das pessoas que viveram esse momento difícil. Um agradecimento que foi extensível a todos quantos serviram de testemunho, reforçando a riqueza da obra para a posteridade.

Segundo o Autarca, este é o assinalar de um momento difícil, embora acredite que estes momentos tornaram este Povo muito mais resiliente, mais forte e mais bem preparado para ultrapassar estas que são as catástrofes naturais.