O parlamento regional dos Açores vai continuar a ser constituído pelas mesmas oito forças políticas atualmente presentes, designadamente PSD, CDS-PP, PPM, Chega, Bloco de Esquerda, Iniciativa Liberal e PAN, segundo os resultados das eleições regionais realizadas no domingo.

A coligação PSD/CDS/PPM (no poder) venceu as eleições legislativas açorianas deste domingo, mas sem maioria absoluta, enquanto o PS perdeu dois lugares, segundo dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna (MAI).

A coligação de direita conseguiu 26 dos 57 lugares em disputa no parlamento regional, exatamente o mesmo que estes três partidos conseguiram no total em 2020 quando concorreram individualmente, designadamente o PSD com 21 mandatos, CDS-PP com três e PPM com dois (dos quais um eleito em coligação com o CDS-PP no Corvo).

Após as eleições de 2020, apesar da vitória do PS (mas sem maioria absoluta), PSD, CDS-PP e PPM decidiram formar governo, com suporte numa maioria de 29 deputados, assinando acordos de incidência parlamentar com o Chega (dois mandatos) e a IL (um mandato, partido que rompeu o acordo em 2023).

Apesar de aumentarem agora a votação para 41.538 (mais 835 votos), os socialistas elegeram 23 deputados.

O Chega foi a terceira força mais votada, conseguindo mais que duplicar votos (10.626) e deputados, ao subir de dois para cinco lugares na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.

Em sentido contrário, o Bloco de Esquerda perdeu votos (menos 1.026, para 2.936) e um dos dois deputados, alcançando o único mandato no círculo da compensação.

Com a mesma representação que conquistaram em 2020 estão a IL e o PAN, em que cada um mantém um deputado no parlamento regional dos Açores, de acordo com os resultados destas eleições, divulgados pela Secretaria-Geral do MAI.

Sem novas forças políticas a entrarem na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, este ato eleitoral decidiu que a CDU, coligação que junta o PCP e Os Verdes, vai continuar de fora do parlamento açoriano, após em 2020 ter perdido o mandato único que tinha conquistado em 2016, com a eleição de um deputado pelo círculo eleitoral das Flores.

O Presidente da República decidiu dissolver o parlamento açoriano e marcar eleições antecipadas após o chumbo do Orçamento para este ano.

Onze candidaturas concorreram às legislativas regionais, com 57 lugares em disputa no hemiciclo: PSD/CDS-PP/PPM (coligação que governa a região atualmente), ADN, CDU (PCP/PEV), PAN, Alternativa 21 (MPT/Aliança), IL, Chega, BE, PS, JPP e Livre.

A coligação PSD/CDS-PP/PPM, que governou os Açores nos últimos três anos, concorreu em todos os círculos, assim como PS, Chega, BE, CDU (PCP/PEV), PAN, Livre e ADN.

Já a IL concorreu no Faial, Graciosa, Pico, Santa Maria, São Jorge, São Miguel, Terceira e no círculo de compensação, enquanto o JPP apresentou candidatura no Faial, Flores, Santa Maria, São Miguel, Terceira e no círculo de compensação.

A Alternativa 21 (MPT/Aliança) concorreu apenas em Santa Maria, dado que nos restantes círculos as listas foram rejeitadas.

O círculo eleitoral de ilha que elege mais deputados para o parlamento regional é o de São Miguel (20), onde nestas eleições a coligação PSD/CDS/PPM conseguiu 10 mandatos, o PS oito e o Chega dois, enquanto em 2020 PS obteve nove, PSD nove, Chega um e BE um.