Sandra Costa Dias lamentou, esta quinta-feira, a postura da Câmara Municipal de Ponta Delgada que, quando confrontada com a falta de resposta para com as freguesias que foram assoladas pelo mau tempo, “falta, uma vez mais, à verdade”.

“A autarquia de Ponta Delgada não pode continuar, sistematicamente, a desresponsabilizar-se daquelas que são as suas funções”, defendeu a Presidente de Junta, para relembrar ser da responsabilidade municipal os caminhos da freguesia.

De acordo com a autarca, esta é uma situação que continua a verificar-se desde que o executivo da Junta tomou posse e que apesar dos sucessivos alertas “a Câmara de Ponta Delgada insiste em nada fazer, voltando a colocar em perigo a segurança e o bem-estar da população”.

Salientando a falta de limpeza e de manutenção dos sumidouros locais, ao longo dos últimos três anos, Sandra Costa Dias referiu que toda a água que não é absorvida nessas alternativas acaba por ganhar caminho nas próprias estradas, desaguando na referida freguesia, situação que só ao longo deste último mês de janeiro ocorreu por diversas vezes.

No sentido de se encontrar uma solução para o problema, a Junta de Freguesia promoveu, no passado mês de julho, uma reunião na qual se pretendia a envolvência da Câmara Municipal, do IROA e da própria população local, mas, como já foi referido por diversas vezes, “acabou por não ter o efeito desejado, uma vez que nem o Presidente da Câmara Municipal, nem outro elemento do executivo compareceu na reunião”, frisou.

De acordo com a autarca, a Câmara Municipal bem que pode continuar a tentar “sacudir a água do capote”, mas a verdade é que a população dos Arrifes sabe que as obras só não avançam “por a Junta desta Freguesia não ser da mesma cor partidária que a autarquia”.

Nesse sentido, Sandra Costa Dias lamentou a falta de interesse do executivo camarário nos constantes alertas emitidos pela Junta de Freguesia, tendo, inclusive, “posicionado um sumidouro no lado errado da estrada, num claro desinteresse pelo alerta da Junta de Freguesia”.

“A população dos Arrifes sabe que com esta Câmara Municipal tem sido discriminada pelo simples facto de não ser da mesma cor política”, defendeu, para lamentar que para a autarquia, e em período de campanha eleitoral, “o mais importante seja o jogo de palavras, do que o verdadeiro bem-estar e segurança da população”.

A finalizar, e apesar de defender a necessária manutenção dos sumidouros, a Presidente da Junta considerou a necessidade de se intervir, verdadeiramente, na zona das Arribanas, relembrando que em todas as situações registadas, “a Junta de Freguesia é sempre a primeira a dar resposta à população”.