Um sismo com magnitude 2,4 na escala de Richter foi sentido hoje na ilha Terceira, informou o Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA).

Segundo o CIVISA, o abalo foi sentido às 00:37 locais (01:37 em Lisboa) e teve epicentro a cerca de cinco quilómetros a sul-sudoeste (SSW) de Altares, no concelho terceirense de Angra do Heroísmo.

“De acordo com a informação disponível até ao momento, o sismo foi sentido com intensidade máxima III/IV (escala de Mercalli Modificada) nas freguesias da Serreta, Raminho e Altares (concelho de Angra do Heroísmo) e na freguesia dos Biscoitos (concelho de Praia da Vitória)”, indica o CIVISA em comunicado.

O evento foi ainda sentido com intensidade III na freguesia das Quatro Ribeiras, no concelho de Praia da Vitória.

O abalo “insere-se na crise sismovulcânica em curso na ilha Terceira desde junho de 2022”.

No domingo o CIVISA registou mais três sismos na ilha Terceira.

O primeiro teve magnitude 4,5 e intensidade máxima VI. Foi sentido nas ilhas Terceira e São Jorge às 07:19 locais (08:19 em Lisboa) e teve o epicentro a cerca de um quilómetro a nor-noroeste (NNW) da Serreta.

Os outros dois abalos, com magnitude 2,4 e 2,7 na escala de Richter, foram sentidos às 16:46 locais (17:46 em Lisboa) e às 16:47 locais (17:47 em Lisboa).

De acordo com a escala de Richter, os sismos são classificados segundo a sua magnitude como micro (menos de 2,0), muito pequenos (2,0-2,9), pequenos (3,0-3,9), ligeiros (4,0-4,9), moderados (5,0-5,9), fortes (6,0-6,9), grandes (7,0-7,9), importantes (8,0-8,9), excecionais (9,0-9,9) e extremos (quando superior a 10).

A escala de Mercalli Modificada mede os “graus de intensidade e respetiva descrição”.

Com uma intensidade III, considerada fraca, o abalo é sentido dentro de casa e os objetos pendentes baloiçam, percecionando-se uma “vibração semelhante à provocada pela passagem de veículos pesados”, revela o Instituto do Mar e Atmosfera (IPMA) na sua página da Internet.

Quando há uma intensidade IV, considerada moderada, os carros estacionados balançam, as janelas, portas e loiças tremem e “os vidros e loiças chocam ou tilintam”, podendo as paredes ou estruturas de madeira ranger.

Segundo o IPMA, com a intensidade VI, considerada bastante forte, o abalo é “sentido por todos” e “as árvores e arbustos são visivelmente agitados ou ouve-se o respetivo ruído”.