A Proteção Civil dos Açores registou entre quarta-feira e o início da tarde de hoje 64 ocorrências em São Miguel, Terceira, Graciosa, São Jorge, Pico, Faial e Flores devido à passagem da depressão Hipólito, sem registo de vítimas.

Ainda de acordo com informação disponiblizada pelo Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA), desde as 00:00 de hoje e até às 13:00 locais (14:00 em Lisboa) “foram registadas quatro ocorrências, todas na ilha de São Miguel, nomeadamente duas no concelho de Ponta Delgada e duas na Ribeira Grande”.

“As situações de hoje dizem respeito a inundações em habitações e a uma obstrução de via”, informa ainda a Proteção Civil açoriana.

Desde quarta-feira “foram contabilizadas, no total, 64 ocorrências em diversas ilhas (São Miguel, Terceira, Graciosa, São Jorge, Pico, Faial e Flores)”, lê-se na nota enviada.

Considerando o aviso emitido pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) em vigor, o SRPCBA aconselha a população “a continuar a adotar as medidas de autoproteção”.

As ilhas do grupo Oriental dos Açores estão hoje sob aviso amarelo, até às 20:00 locais (21:00 em Lisboa), devido às previsões de chuva, que poderá ser forte, segundo o IPMA.

O aviso amarelo, o menos grave de uma escala de três, é emitido sempre que existe uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica, de acordo com o IPMA.

O presidente do Governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM) disse na sexta-feira que a depressão Hipólito, que atingiu o arquipélago nos últimos três dias, causou prejuízos já identificados “para cima da dezena de milhões de euros”.

Segundo José Manuel Bolieiro, os valores apurados pelo executivo açoriano são ainda “muito preliminares”.

O presidente do Governo, que falava aos jornalistas no Palácio de Santana, em Ponta Delgada, São Miguel, no final de uma reunião extraordinária do Conselho do Governo, realizada por via digital, disse que o executivo tem em consideração “que os prejuízos vão ser necessariamente detalhados, avaliados, com o máximo rigor e também feita uma cronologia relativamente às necessidades de intervenção preventiva e prudencial e de reparação mais emergente”.

Segundo Bolieiro, os prejuízos estão referenciados “quer nas infraestruturas portuárias, quer igualmente, em terra, por causa dos deslizamentos”.

“Alguns prejuízos [estão] ligados ao domínio dos caminhos agrícolas, florestais, reservatórios de água, muros, deslizamentos e prejuízos em estradas e em vias que afetam quer áreas de responsabilidade regional, quer áreas de responsabilidade municipal”, enumerou.

O responsável adiantou que o Governo dos Açores realizou hoje um Conselho extraordinário para fazer o levantamento preliminar dos prejuízos e inteirar-se da situação causada na região pela depressão Hipólito.

Bolieiro também decidiu criar uma equipa de membros do Governo que estará no terreno para orientar os serviços no levantamento dos prejuízos, que será coordenada pelo vice-presidente do executivo, Artur Lima.