Assistimos aos últimos três dias de debate no plenário da Região Autónoma dos Açores, bem como vimos o Sr. Presidente da República agendar reunião para a próxima segunda-feira com cada um dos líderes dos partidos políticos com assento parlamentar, bem como com o deputado independente, e tão rápido quanto a marcação, tê-la já desmarcado e tudo isto mais rápido do que um relâmpago.

Com isto, criou assim, instabilidade e medo na decisão do sentido de voto dos parceiros desta coligação, que se encontra inequivocamente desorientada e obcecada por manter esta legislatura até ao fim, a todo o custo, e com isto, não se deixar ficar para a história como sendo o único Governo Regional dos Açores desde 1976 a ver um orçamento apresentado por si chumbado.

Mas será que, os três partidos que já anunciaram o seu sentido de voto, no sentido desfavorável a este orçamento, irão mantê-lo até quinta-feira? Relembro que está marcada a votação do orçamento para as 15 horas de quinta-feira, bem como, o tempo é “escasso” para jogos políticos e muito mais para monopolização de interesses. Digo: Senhores deputados, assumam por uma vez, que foram iludidos e alvo de uma fantasia criada por esta coligação que nos e vos governa, com o vosso aval.

Ora, reparem, o deputado José Pacheco, já recebeu ordens claras e objetivas do “chefe” de Lisboa, para abster-se na votação, e deixou claro que a culpa não é do Chega, mas sim dos outros! Óbvio.

Já o deputado Nuno Barata, reuniu com quem devia reunir do seu partido e decidiu que votaria contra este orçamento, porém, parece que não foi bem o decidido pelo partido. Paira a incerteza e a dúvida no seu rosto ao longo deste plenário, será que ficou tímido e tão estranhamente calado, porquê?

Ainda o deputado Pedro Neves, foi o primeiro a dizer que não viabilizava este orçamento, mas parece que ao longo desta semana, este pondera uma decisão volátil e de última hora.

Senhores deputados, os açorianos não têm tempo para estes jogos e quezílias, porque já estão tão fartos de promessas e esmolas prometidas, das quais nem fumo se vê. Façam o favor de devolver a decisão eleitoral aos açorianos, porque se todos nós temos boa memória não foi esta a solução governativa escolhida polos açorianos.

Haja paciência!