O líder do PS/Açores, Vasco Cordeiro, apelou hoje ao Governo Regional para “pagar atempadamente os apoios aos clubes desportivos” do arquipélago, salientando que “atravessam dificuldades” devido a atrasos nos pagamentos.

“Chegam-nos notícias que há apoios relativos à época de 2022/2023 que ainda não foram pagos e os apoios da palavra ‘Açores’, relativos à época 2023/2024 estão ainda mais atrasados”, apontou Vasco Cordeiro, antigo presidente do Governo Regional e atual líder do grupo parlamentar do PS no parlamento açoriano.

O presidente do PS/Açores falava à saída de uma reunião com a direção do Grupo Desportivo da Casa do Povo do Livramento, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, no âmbito de um conjunto de contactos com o movimento associativo desportivo.

Após a reunião, o dirigente regional socialista disse estar preocupado com os atrasos que se têm verificado na disponibilização de apoios, por parte do Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM), aos clubes desportivos dos Açores.

Segundo o líder do PS/Açores, citado em comunicado de imprensa, estas situações são “um dos resultados da degradação financeira das finanças públicas da região”.

O Governo Regional, defendeu, “deve acudir a esta situação de forma mais diligente e mais rápida”, porque são insituições que não têm “condições financeiras para suportar esta situação durante muito mais tempo”.

Entre atletas, dirigentes e treinadores”, os clubes desportivos da região congregam “milhares e milhares de Açorianos por todas as nossas ilhas”, salientou.

“A melhor forma de honrar o esforço de quem sai da sua casa, tira tardes, tira noites, tira dias para desenvolver estas atividades” é, desde logo, “ser rápido na disponibilização destes apoios”, reforçou.

O líder dos socialistas açorianos referiu-se também a “turbulência que tem vindo a público” relativa às “dificuldades de entendimento que têm existido entre as instituições oficiais e alguns clubes”.

“Julgo que era importante parar, repensar, reforçar o diálogo. Julgo que isso tem faltado, que têm faltado esforços para concertar posições de maneira a garantir a atividade dos nossos clubes desportivos. Até porque se os milhares de jovens e adultos que praticam atividades desportivas nestes clubes não o fizessem, a situação seria, em várias dimensões, pior para todos nós, desde logo, do ponto de vista social”, sustentou.

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