O Governo Regional açoriano duplicou o valor do apoio anual atribuído ao Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA), que presta “um serviço de excelência” à região.

O valor do apoio anual atribuído ao CIVISA pelo Governo Regional dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM) passou de 300 mil euros para 600 mil euros, já a partir deste ano.

A secretária Regional da Saúde e Desporto dos Açores, Mónica Seidi, que presidiu hoje, no Palácio da Conceição, em Ponta Delgada, à assinatura do protocolo com o CIVISA, referiu que o executivo procedeu à atualização do acordo que existe com aquele instituto, que não era atualizado desde 2019.

O CIVISA é a entidade responsável pela vigilância permanente de toda a atividade sismovulcânica e de outros perigos geológicos do arquipélago.

Mónica Seidi salientou aos jornalistas a relação de parceria entre o Governo açoriano e o CIVISA e admitiu que “é inegável a sua necessidade, porque, efetivamente, presta um serviço, um contribuo, de excelência e essencial a todos os açorianos”.

“[É] inquestionável o valor e imprescindível, no sentido de que esse mesmo serviço está ao dispor dos açorianos diariamente, de forma contínua. E, face aquilo que têm sido algumas das situações, (…) o CIVISA tem acompanhado de forma exemplar. E, portanto, era tempo de ir ao encontro daquilo que são, ou que têm sido as preocupações, e até reivindicações desta entidade”, disse a governante, para justificar a atualização do protocolo.

Mónica Seidi, que tutela o Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores, observou que o CIVISA é um instituto que atua a nível do acompanhamento geológico e teve um “papel imprescindível” na crise sismológica de São Jorge, em 2022.

A presidente do CIVISA, Gabriela Queiroz, referiu aos jornalistas que o aumento da verba anual atribuída pelo Governo Regional permite “colmatar as necessidades imediatas” daquela entidade.

Segundo a responsável, existem equipamentos “com muitos anos de vida, que vão avariando”, e é necessário acompanhar a evolução tecnológica, porque há possibilidade de melhorar a capacidade de resposta.

“Teremos que adquirir novos equipamentos, teremos que melhorar a nossa rede de transmissão”, assumiu.

Acrescentou que o CIVISA possui redes de monitorização geofísica, geodésica e geoquímica e, como em qualquer área, “tem que haver uma evolução”.

A verba é alocada à monitorização sismovulcânica do arquipélago e de outros perigos geológicos, “quer seja à aquisição de equipamentos, quer seja à contratação de pessoas”, explicou Gabriela Queiroz.

Na assinatura do protocolo também participou o presidente do Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores, Rui Andrade.