O PAN/Açores manifestou hoje o seu “veemente” repúdio sobre a decisão do Governo Regional de autorizar a caça à rola-turca, que beneficia do estatuto de proteção legal no contexto europeu, para fazer face a danos agrícolas.

Numa nota de imprensa, em que refere que esta espécie é abrangida na União Europeia pela Diretiva Aves (Diretiva 2009/147/CE), o PAN/Açores afirma que “não apoia o abate como método de controlo da população de qualquer espécie animal, principalmente a protegida por lei e, sobretudo, depois das reservas publicamente manifestadas pela SPEA – Sociedade Portuguesa para os Estudos das Aves acerca da decisão do Governo Regional”.

Em 14 de agosto, o executivo disse esperar ter operacional até ao final do mês um plano de combate às pragas, alertando para um excesso de população de aves protegidas que estão a causar prejuízos aos agricultores.

“Nós não somos contra as aves protegidas. Queremos é que exista uma população em equilíbrio com aquilo que é a vivência económica de âmbito agrícola. Neste momento, há um excesso dessas aves protegidas. Estou a falar do melro-preto, do pombo-torcaz e da rola-turca”, afirmou o secretário da Agricultura e Desenvolvimento Rural à agência Lusa.

De acordo com o PAN, “existem alternativas éticas e sustentáveis para lidar com os prejuízos que a agricultura enfrenta, devendo respeitar-se, sempre, o equilíbrio natural dos ecossistemas e a legislação ambiental em vigor”.

O partido pretende que o executivo do arquipélago (PSD/CDS-PP/PPM) reverta imediatamente a decisão e adote medidas para uma efetiva conservação da rola-turca e de outras espécies ameaçadas.

Os produtores de vinha dos Açores têm vindo a dar conta de prejuízos na vindima devido à presença de aves que atacam as culturas, com danos económicos em particular na ilha do Pico.