A Divisão Policial de Ponta Delgada, por intermédio da Esquadra de Investigação Criminal, deteve uma mulher, com 29 anos, fortemente indiciada da prática de 10 crimes, ocorridos em diferentes pontos da ilha São Miguel, vários deles relacionados com furtos qualificados e utilização abusiva de cartões bancários.

Na sequência de um assalto ocorrido num alojamento local, situado nas imediações da Avenida do Mar em Ponta Delgada, foram desenvolvidas diversas diligências, por parte da Esquadra de Investigação Criminal da PSP, permitindo a recolha de diversos elementos de prova que apontavam a arguida enquanto responsável pelo furto de quantias monetárias, e ainda de um veículo automóvel pertencente a turistas estrangeiros que se encontravam alojados naquela unidade hoteleira.

De acordo com a investigação, a arguida na posse de vários cartões bancários pertencentes às vítimas terá utilizado o veículo furtado para se deslocar a vários estabelecimentos comerciais situados em diferentes pontos da ilha de São Miguel, tendo efetuado vários pagamentos ilícitos que viriam a ser detetados pelas autoridades.

Decorrente das diligências efetuadas pelos investigadores da PSP foi ainda possível reunir um conjunto de provas que implicam a arguida na prática de um significativo número de crimes ocorridos ao longo dos últimos meses em diferentes pontos da ilha de São Miguel, havendo fortes suspeitas de ter participado ativamente na subtração e utilização de vários veículos ligeiros de mercadorias, os quais vieram a ser, sistematicamente, recuperados pelas autoridades.

Com base nas investigações da PSP, a arguida, recentemente detida por circular na posse de um veículo furtado, surge, ainda, como principal suspeita da prática de crimes recentemente ocorridos relacionados com furto num alojamento local, situado no concelho do Nordeste, e também da subtração de 2 veículos automóveis que se encontravam parqueados nas freguesias da Fajã de Cima e de Capelas.

A arguida, já com antecedentes criminais, após ter sido detida, fora de flagrante delito, por ordem de autoridade policial e sujeita a interrogatório no tribunal de Ponta Delgada ficará a aguardar os ulteriores termos do processo sujeita à medida de coação mais gravosa – prisão preventiva.