O PS/Açores vai chamar ao parlamento regional, com caráter de urgência, o secretário regional do Ambiente, devido à decisão do Governo Regional de aterrar 1.300 toneladas de lixo na ilha das Flores.

A deputada socialista Joana Pombo considerou que o aterro de 1.300 toneladas de lixo na ilha das Flores, decidida pelo Governo dos Açores, constitui um “retrocesso e um grave atentado ambiental”, refere uma nota de imprensa do partido.

O presidente do Governo dos Açores anunciou hoje que vão ser aterradas 1.300 toneladas de lixo na ilha das Flores, uma solução “excecional” devido à sobrelotação do Centro de Processamento de Resíduos (CPR) da ilha.

“O aterramento não é gravoso do ponto vista ambiental e é a solução própria para evitar qualquer risco de saúde pública. Nós estamos a resolver bem, sob o ponto vista ambiental, e muito bem sob o ponto de vista de saúde pública”, declarou José Manuel Bolieiro.

Joana Pombo refere que, na sequência destas declarações, o seu grupo parlamentar vai chamar, com caráter de urgência, o secretário regional do Ambiente e Alterações Climáticas, Alonso Miguel, à Comissão de Assuntos Parlamentares, Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, para prestar os esclarecimentos.

A deputada recordou que a ilha das Flores, reserva da biosfera, foi, em 2016, a primeira do arquipélago a atingir o objetivo de “aterro zero”, valorizando a totalidade dos resíduos urbanos.

Joana Pombo afirmou que, “volvidos sete anos e perante as dificuldades nos transportes de mercadorias, ao invés de procurar soluções, que incrementem o transporte de resíduos e que promovam a reciclagem, o Governo Regional de Bolieiro opta pela solução mais danosa do ponto de vista ambiental e vai aterrar 1300 toneladas de resíduos”.

A parlamentar recordou que, há um mês, o Secretário Regional do Ambiente e Alterações Climáticas, em declarações a um órgão de comunicação social, garantia que os resíduos “estavam a ser escoados da ilha das Flores, por via marítima”.

A deputada apontou que “esta é mais uma machadada no desenvolvimento social, económico e ambiental da ilha das Flores, para além de ser, também, mais uma prova das muitas contradições de José Manuel Bolieiro”.

Joana Pombo recordou que, em julho de 2020, em plena campanha eleitoral, numa reunião com dirigentes de associações ambientalistas, Bolieiro afirmava que pretendia “mudar em definitivo o paradigma da sustentabilidade”.

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