Alonso Miguel, Secretário Regional do Ambiente e Alterações Climáticas

O Secretário Regional do Ambiente e Alterações Climáticas, Alonso Miguel, presidiu, na segunda-feira, ao encerramento do ‘workshop’ “Agenda para a Economia Circular da Região Autónoma dos Açores”, na Escola do Mar, na cidade da Horta.

Alonso Miguel afirmou que “o planeta está perante um cenário de emergência e que a humanidade enfrenta enormes desafios, como as alterações climáticas, a poluição ambiental e a destruição dos ecossistemas”, sendo, por isso, “urgente uma mudança de paradigma, em que se possa reavaliar os nossos padrões de consumo e assegurar uma rápida transição para um modelo de economia circular”.

“O modelo de desenvolvimento económico tradicional, assente numa lógica linear de operação, resulta numa utilização ineficiente e intensiva de recursos, caracterizada por uma dinâmica de uso e descarte”,  promovendo, entre outros impactos, “uma progressiva delapidação de recursos naturais, a perda de biodiversidade e o aumento da poluição e contaminação do ambiente, colocando em causa a sustentabilidade do nosso planeta, numa altura em que se estima que a população mundial esteja a consumir, por ano, quase o dobro dos recursos que o planeta consegue gerar“, prosseguiu.

De acordo com o Secretário Regional, “a Agenda consiste na elaboração de um diagnóstico regional, com vista a analisar os fluxos de materiais e de energia da Região Autónoma dos Açores, medindo o metabolismo económico regional e criando um quadro de base objetivo que sirva de avaliação das potencialidades e constrangimentos para o desenvolvimento de um modelo de economia circular na Região”.

“A Agenda para a Economia Circular da Região Autónoma dos Açores vem contribuir para que a Região e os seus agentes económicos possam ter uma perspetiva informada, com base técnica e científica, e para que se possam adaptar rapidamente a esta nova realidade, de uma absoluta necessidade de transição para uma economia circular, bem como caminhar para uma economia moderna, eficiente e competitiva, acompanhando e dando resposta ao desígnio europeu”, acrescentou.

O governante esclareceu ainda que “o que se procura consagrar com o desenvolvimento da Agenda para a Economia Circular é um referencial para que as instituições e empresas possam desenvolver as suas atividades e negócios de acordo com os princípios da economia circular, garantido uma produção e utilização inteligentes, o prolongamento do ciclo de vida dos produtos e materiais e o aproveitamento eficaz dos materiais”.

O governante destacou ainda que o Roteiro para a Economia Circular Regional, no âmbito do qual está a ser desenvolvida a Agenda para a Economia Circular da Região Autónoma dos Açores, tem por objetivo a adaptação à Região do novo Plano de Ação para a Economia Circular, um dos principais pilares do Pacto Ecológico Europeu.

“Para além da Agenda, o Roteiro inclui ainda, entre outras medidas, a criação da Plataforma Digital de Circularidade dos Açores, «9 ilhas circulares?, a elaboração do Estudo de criação de ‘clusters’ de competitividade para a Economia Circular e, ainda, o Guia de Boas Práticas para a Organização de Eventos Circulares, que integrou também a Campanha «Eventos +Circulares», realizada no final do ano passado”, acrescentou Alonso Miguel.

Segundo o Secretário Regional que tutela a pasta do Ambiente, este é um desígnio que representa um enorme desafio, “particularmente complexo, numa realidade arquipelágica e ultraperiférica” como os Açores, “implicando um esforço conjunto e entrega de todos, do Governo Regional, das autarquias dos operadores de gestão de resíduos, bem como de todas as entidades com competência nesta matéria, envolvendo a população, na adoção de boas práticas ambientais e na promoção e sensibilização ambiental, no que respeita à gestão de resíduos”.

Alonso Miguel concluiu reconhecendo que “o sucesso da construção desta Agenda estará, em grande medida, dependente do envolvimento e do contributo de toda a sociedade Açoriana na sua construção”, afirmando, nesse contexto, que é “muito satisfatório e encorajador poder constatar o elevado grau de adesão a este evento, com uma centena de participantes inscritos, o que evidencia uma sociedade Açoriana cada vez mais consciente e informada sobre a importância da sustentabilidade ambiental e proteção do nossa património natural”.