Voos para as ilhas também têm de cumprir limite de passageiros

Os voos comerciais, regulares ou não, para permitir aos residentes habituais nos Açores e na Madeira os regressos às residências também têm de cumprir a regra de limite máximo de um terço de ocupação, esclareceu hoje o Governo.

No despacho hoje publicado em Diário da República aquela limitação não estava prevista, mas num comunicado emitido esta tarde o Ministério das Infraestruturas e da Habitação informa que o referido despacho foi retificado.

“O despacho publicado hoje em Diário da República que estabelece as exceções para os casos em que não se aplicará a regra da redução do número máximo de passageiros para um terço do número de lugares disponíveis, no caso do transporte aéreo, foi retificado”, esclarece.

Desta forma, é retirada a exceção para os voos para as regiões autónomas na observação do limite máximo de passageiros face aos lugares disponíveis, com o ministério tutelado por Pedro Nuno Santos a assinalar que “estes voos terão, assim, de cumprir a regra da redução do número máximo de passageiros para um terço do número de lugares disponíveis”.

Em causa estão os voos comerciais, regulares ou não regulares, que sirvam para permitir aos residentes habituais nos Açores e na Madeira, incluindo os estudantes, o regresso às suas residências.

Na quinta-feira, o primeiro-ministro anunciou a limitação também no transporte aéreo de um terço de capacidade que vigora para os restantes transportes de passageiros – uma medida que também tem como objetivo assegurar o maior afastamento social possível e travar a propagação do novo coronavírus.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,3 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 75 mil.

Dos casos de infeção, cerca de 290 mil são considerados curados.

Em Portugal, segundo o balanço feito na terça-feira pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 345 mortes, mais 34 do que na véspera (+10,9%), e 12.442 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 712 em relação a segunda-feira (+6%).

Dos infetados, 1.180 estão internados, 271 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 184 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até ao final do dia 17 de abril, depois do prolongamento aprovado na quinta-feira na Assembleia da República.