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Segundo os vereadores, na base dessa retirada de competências estará a sua recusa em pertencerem à lista de candidatos do PS àquela câmara nas próximas eleições autárquicas, que tinha Tibério Dinis como cabeça de lista.

Tibério Dinis foi indicado pelo PS/Açores para encabeçar a lista à Praia da Vitória, mas, na passada semana, anunciou que não seria candidato pelo partido nas próximas eleições autárquicas, alegando “motivos pessoais”.

Esta semana, retirou as competências delegadas nos três vereadores executivos – Carlos Armando Costa, Tiago Ormonde e Raquel Borges.

Na altura, em comunicado divulgado pelo PS, foi referido que “no final desta semana [a transata], Tibério Dinis, comunicou ao Secretário Coordenador do PS da Ilha Terceira, a sua decisão de não ser candidato a presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória, por indisponibilidade derivada de razões pessoais”.

O PS referiu que foram efetuados esforços para demover Tibério Dinis, cuja candidatura tinha sido aprovada pela Comissão de Ilha da Ilha Terceira do Partido Socialista em 30 de junho.

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Na quarta-feira, também em comunicado, o partido informou que o antigo membro do Governo dos Açores do PS Berto Messias vai ser o candidato à Câmara da Praia da Vitória, na ilha Terceira, nas autárquicas de 26 de setembro.

No comunicado hoje divulgado pelos vereadores socialistas, estes referem que a “revogação das competências que estavam delegadas desde o início do atual mandato autárquico, feita sem aviso e sem qualquer justificação por parte do presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória, é apenas resultado de uma vingança pessoal”.

Na sua opinião, esta decisão “infeliz e lamentavelmente, terá efeitos na gestão e no funcionamento do município, prejudicando, essencialmente, os cidadãos praienses e os colaboradores do grupo municipal”.

Os vereadores consideram que Tibério Dinis tomou aquela decisão “pelo simples facto” de não terem “aceite fazer parte da lista de candidatos do PS, encabeçada pelo atual presidente do município”, sendo que, “nos moldes em que a mesma foi apresentada e imposta, foi um ato totalitário”.

“Acreditávamos, infelizmente de forma errada, que a nossa recusa não justificaria qualquer vingança. No entanto, agora se percebe, de forma cabal e esclarecida, o que cada um pensa sobre a dedicação cívica às causas da missão do serviço público”, frisam os vereadores.

Os vereadores dizem que o PS/Terceira foi por eles “atempadamente informado do ‘modus operandi’ do então recandidato à presidência da autarquia, das dificuldades de comunicação e da forma autocrata como todos os processos relativos à elaboração das listas de candidatos e ao programa político estavam a ser diligenciados”.

Mas, o “PS Terceira, por motivos que desconhecemos, optou por não intervir, de forma preventiva ou corretiva, não adotando outras posições em defesa do seu bom nome e daqueles que com ele aceitam participar em causas de serviço público”, declaram.

Os vereadores informam que, “com efeitos a 12 de julho de 2021”, abdicaram da “totalidade do vencimento como vereadores a tempo inteiro”, continuarão a “participar, ativamente, nas reuniões de câmara e, com isso, respeitando incondicionalmente o voto que foi confiado pelos praienses, lutando por eles até ao último dia do mandato”.

Tibério Dinis referiu hoje à Lusa que não tem “mais nada a declarar para além do que já foi afirmado publicamente”.

Questionado pela Lusa, o PS não se quis pronunciar por estar em causa uma questão interna.

O PS, que lidera a Câmara Municipal da Praia da Vitória desde 2005, elegeu cinco mandatos em 2017, com 55,65% dos votos, contra dois do PSD (30,86%).

O CDS-PP, que agora concorre em coligação com o PSD, foi a terceira força política mais votada, com 7,84% dos votos.

As eleições autárquicas estão marcadas para 26 de setembro.

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