Verbas para a área da Saúde são insuficientes para dar resposta às necessidades

O Bloco de Esquerda critica o Governo Regional por direcionar para a área da Saúde verbas insuficientes para dar resposta às necessidades das pessoas. “A contínua suborçamentação da Saúde é uma opção do Governo Regional que tem prejudicado o acesso a este serviço público essencial”, disse António Lima no debate sobre a conta da Região de 2017.

“A falta de recursos tem como consequência a incapacidade de resposta do Serviço Regional de Saúde a todas as situações”, disse o deputado do BE, que apontou problemas como as listas de espera para cirurgias, as listas de espera para consultas, a falta de médicos, a falta de enfermeiros, e a falta de pessoal em várias áreas.

Perante os problemas que o sector apresenta seria necessário reforçar as verbas para a Saúde e garantir uma boa execução orçamental. Mas em 2017 só foram executado 57,9% dos investimentos previstos na área da Saúde, e dos 326 milhões de euros previstos no Orçamento da Região para o sector da Saúde foram executados apenas 315,7 ME. Simultaneamente, a dívida do sector da saúde aumentou cerca de 6 milhões de euros em 2017, em relação a 2016.

Além disso, há uma tendência crescente para recorrer ao pagamento aos privados para a realização de exames complementares de diagnóstico: “Se em 2015 gastavam-se 4,7 ME contratualizando a privados estes serviços, em 2017 já se gastaram 7,6 ME, quase o dobro”.

Ainda em relação aos dados de 2017, que estiveram em análise, António Lima salienta que “a falta de recursos financeiros nos Hospitais da região foi gritante, tendo os resultados negativos nos três hospitais quase atingindo os 20 ME, 14,5 dos quais só no HDES e 3 ME no HSEIT”.

O próprio relatório de contas do Hospital de Ponta Delgada é claro em relação à falta de recursos para cumprir as suas obrigações, e deixa claro que “as restrições orçamentais são impostas pelo Governo Regional por opção política”.