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“A nossa proposta parece-nos cada vez mais importante e cada vez mais fundamentada e mais justificada, que é a da criação de uma bolsa municipal de arrendamento, que permita ajudar a aceder à habitação, que é como sabemos um problema grave no concelho”, declarou Vera Pires aos jornalistas.

A candidata do BE falava hoje em Ponta Delgada, após uma reunião com a Alternativa – Associação Contra as Dependências.

“Garantir o direito à habitação é uma maneira de potenciar a inclusão das pessoas, de todas as pessoas. Em particular das pessoas que sofrem com as dependências”, acrescentou.

Segundo Vera Pires, por “força da pressão turística”, a habitação no concelho encontra-se com os “preços inflacionadíssimos”.

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“Falaram-nos aqui, nesta reunião, da dificuldade de conseguir um quarto, quanto mais uma casa, e dos preços exorbitantes e da falta de fiscalização que há também em relação a esses alugueres sem controlo de preço e sem recibo na maior parte das vezes”, afirmou.

Vera Pires defendeu que a habitação social deverá passar pela requalificação de “casas devolutas, degradadas e em ruínas”, que “existem muito na cidade e no concelho”, uma vez que a “habitação social deve ser espalhada pelo próprio tecido urbano”.

A propósito da iniciativa para a criação de uma bolsa municipal de arrendamento, a candidata do BE defendeu que o pagamento das habitações deverá “ser feito de acordo com os rendimentos” dos utilizadores.

“A bolsa funcionaria de forma, como o BE habitualmente defende, progressiva. Portanto, não pensamos, nem defendemos, uma solução de bairro social, que habitualmente leva à ‘guetização’ e faz com que os destinatários destas casas sejam sempre o mesmo tipo de pessoas”, assinalou.

A candidata realçou ainda que não existem “condições de vida dignas” quando as “opções são limitadas” ao nível da habitação.

“Ouvimos falar nesta reunião de casos, e sabemos disso, de pessoas que recebem apoios sociais de menos 200 euros e que pagam quartos de 200 ou 250 euros. Portanto, têm de escolher entre pagar o quarto ou comer”, exemplificou.

São candidatos à Câmara de Ponta Delgada Pedro Nascimento Cabral (PSD), André Viveiros (PS), Vera Pires (BE), Luís Miguel Quental (IL), Luís Franco (Chega), Rui Teixeira (CDU) e Dinarte Pimentel (PAN).

Nas eleições autárquicas de 2017, o PSD venceu a Câmara de Ponta Delgada com 51,28%, alcançando cinco mandatos, sendo que os outros quatro mandatos foram conquistados pelo PS (39,11%). O BE teve 1,06%, o PAN 1,80%, a CDU 1,05% e a coligação CDS-PP/PPM 0,95%.

As eleições autárquicas estão marcadas para 26 de setembro.

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