Quinta-feira, Dezembro 8, 2022
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Vasco Cordeiro evoca Vitorino Nemésio na Casa dos Açores do Rio de Janeiro

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O presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, evocou hoje Vitorino Nemésio na casa dos Açores do Rio de Janeiro, espaço fundado pelo escritor e que é “um marco da presença açoriana no mundo”.

Em visita oficial ao Brasil desde quarta-feira, o chefe do executivo açoriano falou hoje no Rio de Janeiro – perante dezenas de açorianos e descendentes de açorianos – na sessão de apresentação da obra “Uma Página sobre Vitorino Nemésio”.

O livro, advoga Vasco Cordeiro, foi hoje editado com o “simbolismo” maior de o evento de apresentação ser na Casa dos Açores do Rio, evento tido cerca das 19:00 locais, menos quatro que em Lisboa.

“Pelo simbolismo que enche esta casa, por 2018 ser o ano em que se assinala o 40.º aniversário da morte de Vitorino Nemésio, pelo valor imenso e distinto da sua obra, é, pois, com muito gosto que presido a esta sessão”, assinalou, ladeado pelo líder da casa dos Açores no Rio, Fernando Pires Fagundes, e pela professora Fátima Ribeiro, ligada à edição do livro “Uma Página sobre Vitorino Nemésio”.

O dia de hoje, último da visita oficial, conta ainda com um encontro com a comunidade açoriana do Rio, e segue-se a dias passados em Florianópolis e em São Paulo.

Aquela que é a primeira deslocação de Vasco Cordeiro ao Brasil enquanto presidente do executivo açoriano decorre na sequência da declaração de 2018 como “Ano dos Açores em Santa Catarina”, onde, entre 1748 e 1754, desembarcaram os primeiros emigrantes da região autónoma.

A convite de Vasco Cordeiro, a comitiva que viaja ao Brasil integra ainda os presidentes das Câmaras Municipais de Ponta Delgada, Angra do Heroísmo e Praia da Vitória – cidades geminadas com Florianópolis, capital do estado de Santa Catarina -, bem como alguns deputados da comissão de Política Geral do parlamento açoriano.

O Brasil constituiu o destino da primeira vaga sistemática de emigração açoriana a partir do século XVIII, nomeadamente para o sul do país.

Após este período verificou-se um grande fluxo migratório, em finais do século XIX e no início e primeira metade do século XX, em concreto para os estados de São Paulo e do Rio de Janeiro.

 

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